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Neste ano de 2010-2011, o Programa Diocesano de Pastoral da Igreja do Algarve para além de dar continuidade ao que está preconizado para o biénio de 2009-2011, no âmbito do sexénio 2006-2012 inspirado no lema “Fazei o que Ele vos disser”(Jo 2,5), privilegia ainda a reflexão proposta pela Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) sobre a pastoral da Igreja nacional e a consecução de um impulso na pastoral missionária.

Assim, no âmbito do objectivo geral do sexénio 2006-2012 de “promover uma pastoral de missão, centrada na experiência de Deus, em Jesus Cristo; edificar, com Maria, uma Igreja evangelizada e evangelizadora”, o objectivo específico para o presente ano pastoral mantém-se pelo segundo ano consecutivo o de “permanecer, com Maria, em Cristo”, assim como os objectivos específicos de “conhecer a pessoa de Cristo, através da palavra escutada e interiorizada” e “cultivar uma espiritualidade de identidade, unidade e testemunho”.

Para atingir estes fins, a Diocese do Algarve propõe como meios operativos “continuar a promover a Lectio Divina sobre o Evangelho do Ano Litúrgico (Ano A – São Mateus)”, “constituir grupos de reflexão para o projecto «Repensar juntos a Pastoral da Igreja em Portugal»” e “implementar, a partir destes grupos de reflexão, iniciativas em ordem à consecução do objectivo geral do sexénio: «Promover uma pastoral de missão»”.

A Diocese do Algarve propõe assim que se prossiga “no conhecimento mais profundo da pessoa de Cristo, através duma vivência pessoal resultante da escuta e da interiorização da Palavra e, consequentemente, do cultivo duma espiritualidade de identidade, unidade e testemunho, como objectivos específicos deste biénio pastoral”. “Neste processo de identidade, unidade e testemunho, fomos providencial e oportunamente enriquecidos pelo Ano Paulino e pelo Ano Sacerdotal com os seus apelos e os seus frutos. Paulo contagiou-nos com a força e a alegria resultantes do encontro pessoal com Cristo Ressuscitado” e “o Ano Sacerdotal ajudou-nos a compreender melhor a importância do papel e da missão do sacerdote na Igreja e no mundo, e a valorizar mais esta vocação que, por ser sinal sacramental de Cristo pastor, exige seguimento, identidade, unidade e testemunho”, reconhece a Igreja algarvia no seu Programa Pastoral para 2010-2011.

De entre o “núcleo essencial de desafios” que o documento lança a todos os cristãos algarvios, a diocese destaca os “caminhos e meios” a “privilegiar e percorrer para que todos, sobretudo os mais distanciados das nossas comunidades, cheguem a encontrar-se verdadeiramente com Cristo”, passando do “conhecer superficial ao conhecer interior”.

Porque nas comunidades eclesiais “assentam os seus fundamentos na família, Igreja doméstica/transmissora da fé”, a diocese algarvia continua este ano a privilegiar, de entre as três áreas pastorais que acompanham o seu sexénio programático – Vocações, Família e Caridade –, a realidade da família.
Outra das prioridades para este ano será então, no âmbito do convite da CEP a todas as dioceses portuguesas, a colaboração na acção de “repensar juntos a acção da Igreja em Portugal”, de modo a “encontrar uma compreensão comum dos caminhos da missão e enunciar prioridades de opções e dinâmicas de acção” para a Igreja nacional. “Estas prioridades resultarão da reflexão e da partilha em todos os organismos paroquiais e diocesanos – sobretudo a Assembleia Diocesana no dia 5 de Outubro [ver notícia], o Conselho Pastoral da Diocese do Algarve no dia 20 de Novembro e o Conselho Presbíteral no dia 29 de Novembro – sobre três âmbitos, que se inserem plenamente no Programa Pastoral deste sexénio: a exigência da formação cristã, a nova evangelização e a reorganização das comunidades cristãs, abertos a novas formas de exercício do ministério sacerdotal e à implementação da diversidade de ministérios eclesiais”, explica a Diocese do Algarve.

“Queremos, igualmente, apoiar-nos na profunda, diversificada e abrangente mensagem que o Papa Bento XVI nos deixou, na sua recente visita a Portugal, bem como na Carta Pastoral da CEP «Como eu vos fiz, fazei vós também – para um rosto missionário da Igreja»” (Junho 2010), sublinha ainda o Programa Pastoral.

Acções a promover

Entre as acções a promover para 2010-2011 destacam-se, a nível paroquial, a promoção do “«ensino» da oração”, a continuação da “metodologia dos pequenos grupos” e a criação de outros em ordem à Lectio Divina, a “formação de animadores para os pequenos grupos”, o incentivo à “participação em retiros e encontros de espiritualidade”, a continuação da preparação para o Matrimónio, o “acompanhamento e integração dos novos casais”, a valorização e promoção dos movimentos eclesiais com incidência familiar, a realização de “encontros de famílias” e celebração de “oportunidades festivas próprias: aniversários de matrimónio, bênção das grávidas, bênção dos filhos, bênção de um novo lar”, a inserção da pastoral do Baptismo e da catequese das crianças no âmbito da pastoral familiar, a sensibilização, formação e envolvimento na resposta às carências sociais e a criação de um “clima vocacional que suscite respostas de chamamento e entrega à causa do Reino”.

A nível vicarial, o Programa Diocesano de Pastoral aponta a realização de “acções de formação de animadores de grupos, em ordem à Lectio Divina”, a promoção de “retiros, encontros e fins-de-semana de oração”, a “avaliação da preparação para o Matrimónio” e a contribuição para um “projecto de acompanhamento dos novos casais”.

A nível diocesano, o Programa Diocesano deste ano preconiza, a organizar e programar pelo CEFLA – Centro de Estudos e Formação de Leigos do Algarve, a colaboração com vigararias e paróquias na “realização de acções de formação para animadores de grupos, em ordem à Lectio Divina”, a promoção de “jornadas ou outras iniciativas sobre o evangelista do ano” e de “acções de formação geral para o exercício dos ministérios laicais, em colaboração com os respectivos serviços diocesanos”.

A organizar e programar pelo Sector da Pastoral da Família prevê a colaboração com as paróquias nas “acções conducentes ao acompanhamento e integração dos novos casais” e na “organização da preparação para o Matrimónio”, o apoio a “outras iniciativas paroquiais e vicariais no âmbito da Pastoral Familiar”, a organização do Dia Diocesano da Família, a a colaboração com os sectores da Catequese da Infância e Adolescência, Catequese de Adultos e Pastoral Vocacional nas “acções coordenadas a solicitar por estes serviços”, a “integração, em colaboração com o Serviço de Catequese de Adultos, de conteúdos catequéticos (sem esquecer o anúncio Kerigmático) nos programas de preparação para o Matrimónio”, o apoio, em colaboração com a Catequese de Adultos, a preparação de pais e padrinhos para a “celebração do «Baptismo de crianças»”, a promoção da “colaboração dos movimentos eclesiais com incidência familiar nos projectos da Pastoral de Família” e o cuidado na “formação espiritual dos casais”.

A organizar e programar pelo Sector da Catequese da Infância e Adolescência é pedida a colaboração com os sectores da Pastoral Familiar e Vocacional nas “acções coordenadas a solicitar por estes serviços”, a promoção de “acções de formação específica para novos e actuais catequistas”, a colaboração com o CEFLA nos seus “programas de formação geral para o exercício de ministérios laicais na vertente catequética”, o cuidado da “formação espiritual dos catequistas”, a aplicação das “orientações da diocese respeitantes ao catecumenado juvenil (cf. capítulo V do RICA)” e uma “especial atenção à preparação para o Sacramento do Crisma, no contexto do itinerário catequético”.

A organizar e programar pelo Sector da Catequese e Catecumenado de Adultos sugere-se a fomentação e acompanhamento das “acções de formação de adultos organizadas pelas paróquias e pelas vigararias”, a aplicação das “orientações da diocese respeitantes ao itinerário da Iniciação Cristã dos Adultos (cf. capítulos I e IV do RICA)”, o diligenciar de “acções de formação de animadores e catequistas para as várias modalidades de catequese dos adultos”, a colaboração com o CEFLA nos seus “programas de formação geral para o exercício dos ministérios laicais na vertente catequética” e com o Sector da Catequese da Infância e Adolescência no “acompanhamento catequético dos pais das crianças” e o apoio, em colaboração com a Pastoral da Família, na “preparação de pais e padrinhos para a celebração do «Baptismo de crianças»”.

A organizar e programar pela Pastoral Vocacional prevê-se a promoção de “acções concertadas com a Pastoral Familiar, Catequese da Infância e da Adolescência, presença da Igreja nas Escolas e Pastoral Juvenil”, o incentivo e acompanhamento de “iniciativas paroquiais e vicariais no âmbito da Pastoral Vocacional”, o apoio ao Pré-seminário e ao Seminário nas suas “iniciativas e projectos” e a organização da “Semana das Vocações e eventos relacionados com jubileus sacerdotais, ordenações e profissões religiosas”.

A organizar e programar pela Pastoral Juvenil recomenda-se a colaboração com a Pastoral da Família, Presença da Igreja nas Escolas, Pastoral Vocacional e Catequese da Infância e Adolescência nos seus “respectivos programas e em acções concertadas com qualquer destes serviços” e com a Catequese da Infância e da Adolescência no âmbito da “preparação para o Crisma”, a organização da “Jornada Diocesana da Juventude e outros eventos agregadores dos jovens, como a preparação para a Jornada Mundial da Juventude, em Madrid”, o apoio da “caminhada formativa dos jovens e a sua inserção eclesial”, o diálogo com “todas as expressões juvenis eclesiais reconhecidas na Diocese de forma a integrá-las, no respeito pelas suas caminhadas, em comunhão de projecto, em algumas iniciativas e programas”.

A organizar e programar pela Pastoral Litúrgica preconiza a colaboração com o CEFLA nas suas “acções de formação para o exercício de ministérios laicais no âmbito da liturgia, música e arte sacra”, o apoio a “acções litúrgicas e celebrativas promovidas pelos diferentes serviços da pastoral diocesana”, a promoção de “acções de formação para agentes da pastoral Litúrgica”, a coordenação do “Serviço Diocesano de Acólitos” e a disponibilização às paróquias de “meios de apoio às suas solicitações e iniciativas no âmbito da Liturgia, Música, Arte Sacra e Espaços Pastorais”.

A organizar e programar pela Pastoral da Mobilidade Humana pede-se a dinamização e coordenação das “acções pastorais orientadas para o extracto de população considerada móvel”, a organização dos “serviços sectoriais diocesanos compreendidos no seu âmbito: turismo, migrações, comunidades étnicas, apostolado do mar, obra nacional da pastoral dos ciganos e refugiados” e o apoio às paróquias na “acção pastoral dos diversos serviços compreendidos na Pastoral da Mobilidade”.

A organizar e programar pela Pastoral da Animação Missionária sugere-se a promoção e dinamização de “iniciativas pastorais que visem infundir nas comunidades a dimensão missionária da Igreja, enquanto constitutiva de toda a autêntica vida cristã” a dinamização e coordenação de “toda a acção pastoral orientada para crescimento da Igreja, enquanto comunidade evangelizadora, aberta a iniciativas de formação, anúncio, apoio e missão «ad intra» e «ad extra»” e o atendimento ao objectivo geral do sexénio 2006/2012 de forma a “alcançá-lo com acções específicas de empenhamento missionário, tendo presente o que adiante se reflecte em «Iniciativas pastorais de alcance missionário»”.

A organizar e programar pela Pastoral do Ensino da Igreja nas Escolas pede-se a colaboração com a Pastoral Vocacional, Pastoral Juvenil e Pastoral Familiar em “acções concertadas por qualquer destes serviços”, a sensibilização das comunidades, e particularmente as famílias, para a “importância da escola como espaço de evangelização” e a suscitação e apoio de “iniciativas de intervenção pastoral na escola e acompanhar movimentos e associações de professores católicos”.

Samuel Mendonça

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