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O programa foi hoje apresentado pelo presidente da autarquia, Jorge Botelho, no final de uma conferência que reuniu representantes da autarquia e de Instituições Particulares de Solidariedade Social do concelho envolvidas na resposta “em rede” dada a famílias carenciadas.

“Hoje, a grande obra é que ninguém fique para trás. As pessoas estão a passar grandes dificuldades sociais e às vezes ninguém lhes chega à porta”, afirmou o autarca, sublinhando que, “quando tudo falha, quando não há dinheiro em lado nenhum, quando o emprego falha, a única porta aberta é a das câmaras e das juntas de freguesia”.

Jorge Botelho acrescentou que a autarquia de Tavira está “no fim da linha”, que é também “a porta de entrada das pessoas” que atravessam dificuldades e procuram apoios para as ajudar a superar a crise.

“É a isto que se chama Tavira Solidária, para que as pessoas percebam que há medidas, apoios e trabalho intenso de muita gente, mas sobretudo um pensamento orientado para as ajudar. Isso é que é fundamental”, afirmou.

Entre as medidas que a autarquia vai promover encontram-se um gabinete de apoio a desempregados, em parceria com o centro de emprego e formação profissional de Tavira, um banco de livros escolares ou apoios nas refeições a alunos das escolas do concelho e a famílias das freguesias fora da sede de concelho ou um programa de apoio a pequenas reparações em habitações de idosos e carenciados, denominado Tavira Repara.

“O objetivo principal é que as pessoas se sintam apoiadas na parte social, na parte alimentar, na escolar, nos apoios económicos, nas reparações da torneira que pinga, do vidro que está partido e ninguém repara. São situações que as pessoas mais carenciadas não têm dinheiro para fazer e a Câmara de Tavira vai dar uma ajuda e fazer essas intervenções”, exemplificou.

Jorge Botelho frisou que, no último ano, a autarquia passou de 600 para 1.900 atendimentos no gabinete de apoio social, o que “representa o surgimento de três novos casos de pessoas em situação de carência por dia”, e distribui mil kits com material escolar de apoio aos alunos até ao quarto ano.

No banco de livros escolares, a autarquia apoiou no último ano 60 pessoas, com mais de 200 manuais, números que o autarca pretende ver subir em 2013, e a medida de distribuição de refeições quentes nas freguesias limítrofes, com o apoio de Instituições Particulares de Solidariedade Social, vai permitir ajudar diariamente 75 pessoas.

“É um trabalho social intenso, mas não está acabado e é um trabalho de todos os dias, porque hoje a necessidade é uma e amanhã é outra”, concluiu.

Lusa

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