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Projeto do Opus Dei de apoio a peregrinos e cristãos em Jerusalém foi apresentado no Algarve

Foto © Samuel Mendonça
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Depois das cidades de Braga, Coimbra, Espinho, Lisboa, Porto e Viseu, em setembro do ano passado, foi apresentado na passada sexta-feira, em Faro, o projeto da ‘Fundação Saxum’, ligada à Prelatura do Opus Dei.

Este, promovido por aquela fundação criada em 1994, visa a construção já iniciada em 2013 de um edifício em Jerusalém (Israel) que inclui uma casa de retiros espirituais, um centro multimédia, um centro de conferências, uma escola de guias, um centro de estudos bíblicos e uma escola de hotelaria.

Foto © Samuel Mendonça
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Conforme se explicou no encontro, que teve lugar no Hotel Faro da capital algarvia com a presença do cónego Carlos César Chantre, vigário-geral da Diocese do Algarve, e do padre Pedro Regojo, assistente dos núcleos do Opus Dei no Algarve, o projeto partiu de um sonho do fundador do Opus Dei, São José Maria [Escrivá de Balaguer], que “tinha planos para a Terra Santa e um deles era edificar uma casa de retiros onde pessoas de todo o mundo pudessem renovar a sua vida espiritual”. “‘Saxum’ oferece a possibilidade de combinar uma peregrinação com um retiro”, sustentou-se, acrescentando que o objetivo da obra é “ajudar a que a Igreja tenha sólidos fundamentos na Terra Santa” de duas formas: “reforçar espiritualmente a vida de tantas pessoas que visitam a Terra Santa” e “ajudar os cristãos locais para que encontrem alento solidário”.

O arquiteto Alfonso Fungairinho, que apresentou o projeto, adiantou ser expectável que em 2020 os cristãos em Jerusalém sejam menos de 10%, quando em 1900 chegaram a ser cerca de 80%. “A ideia de ‘Saxum’ é formar pessoas”, destacou, explicando ser isso que distingue o projeto do de outras instituições igualmente presentes em Israel.

Foto © Samuel Mendonça
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Por outro lado, aquele responsável frisou que o projeto “pretende organizar peregrinações”. “A agência de viagens contacta a fundação e ‘Saxum’ prepara o programa todo”, explicou.

Alfonso Fungairinho explicou ainda que o terreno com cerca de 7.000 metros quadrados, localizado em Emaús, a 15 quilómetros de Jerusalém, “demorou muito tempo a conseguir-se”, o que só aconteceu em 2005 à 80ª tentativa. “90% dos terrenos em Israel pertence ao Estado e 5% está na mão dos judeus”, justificou, explicando que “um judeu, em princípio, não vende terreno a um não-judeu” e que apenas 5% de terreno israelita está livre para aquisição.

Após a licença de construção, que chegou em 2013, teve então início a obra que custará 60 milhões de dólares, dos quais já foram angariados quase 57 milhões através de donativos de mais de 40 países de todo mundo. “O centro não custa 60 milhões. Deve custar 30 ou 40”, assegurou Alfonso Fungairinho, explicando que o restante se destina ao fundo de manutenção.

Foto © Samuel Mendonça
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A construção tem estado a ser realizada por operários judeus, muçulmanos e cristãos e o projeto prevê beneficiar anualmente cerca de 40.000 pessoas de forma direta (475.000 de forma indireta), sendo 2.500 através do centro de conferências, 36.000 através do centro multimédia, 480 através da escola de hotelaria e 200 através da escola de guias. Do total de beneficiários estima-se que 25% sejam peregrinos cristãos e 14% turistas.

‘Saxum’, que significa rocha (seixo) em latim, era o nome que São José Maria chamava ao seu sucessor no Opus Dei, o beato Álvaro del Portillo, pela sua determinação e fidelidade à sua vocação.

Os interessados em contribuir com o projeto poderão fazê-lo através do IBAN PT50 0010 0000 5072 6060 0015 5.

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