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Projeto luso-espanhol já ajuda 25 empresas algarvias a criar produtos inovadores

Foto © Luís Forra/Lusa

Cerca de 25 empresas algarvias já estão a ser apoiadas pela Universidade do Algarve e pela Associação Empresarial da Região do Algarve (NERA) para desenvolverem produtos agroalimentares inovadores, no âmbito da cooperação transfronteiriça luso-espanhola, disse hoje um gestor.

Luís Rodrigues é gestor de projetos do CRIA – Divisão de Empreendedorismo e Transferência de Tecnologia Universidade do Algarve (UAlg) – e explicou à agência Lusa que este trabalho está a ser feito através do Prototyping AAA+ Rede de Cooperação Transnacional, “que envolve parceiros no Alentejo, no Algarve, e na Andaluzia, e tem como o promotor principal a fundação andaluz Andanatura”.

Desenvolvido no âmbito do Programa de Cooperação INTERREG V-A Espanha-Portugal (POCTEP) 2014-2020, o projeto dispõe de um orçamento global de 920 mil euros e pretende “ajudar empresas e empreendedores” a “desenvolver protótipos” de produtos agroalimentares que “permitam criar valor” para empresas e consumidores, afirmou Luís Rodrigues.

O gestor de projetos do CRIA falou hoje à agência Lusa à margem de uma jornada de capacitação para empresas agroalimentares do Algarve, realizadas no campus da Penha da UAlg, e que permitiram dar aos empresários e empreendedores “novas metodologias” que “tornem os seus modelos de negócio mais sustentáveis”, acrescentou.

Foto © Luís Forra/Lusa

A mesma fonte adiantou que, através da parceria entre o CRIA e a NERA, as empresas podem “usar os meios e recursos que a UAlg possui no departamento de engenharia alimentar”, dispondo de “um conjunto de 17 serviços que vão desde análises laboratoriais, apoio na elaboração do modelo de negócio, análise de viabilidade do negócio e do projeto de investimento ou informações sobre sistemas de incentivos”.

Há também casos de “apoio à propriedade industrial e ao registo de marcas”, em que são “canalizados os recursos e as competências, quer da Universidade quer da NERA, para ajudar estas pessoas a desenvolver estes novos produtos de uma forma mais eficaz”, referiu, apontado o sal, os frutos secos ou a produção de ervas halófilas como produtos que podem estar na origem de novos protótipos.

“A partir daqui vamos entrar na fase mais operacional do projeto, que se vai traduzir num apoio concreto”, adiantou Luís Rodrigues, referindo-se à “ida para o terreno, à visita a empresas, à validação dos modelos de negócio e dos novos produtos que querem desenvolver, para depois se definir um plano de ação para cada um deles”.

Foto © Luís Forra/Lusa

Marco Vieira, diretor executivo da NERA, disse que o projeto tem como data limite 31 de dezembro de 2019 e há a “ideia de, no final de outubro ou princípios de novembro, já haver 15 protótipos desenvolvidos”.

A mesma fonte sublinhou que estes 15 protótipos dizem respeito apenas ao Algarve, porque o projeto abrange também a Andaluzia e o Alentejo, regiões onde “está a ser feito o mesmo trabalho”.

“Parece-nos que há claramente uma série de ideias com viabilidade para prosseguir para a fase de desenvolvimento do protótipo”, considerou o diretor executivo da NERA.

Miguel Rodrigues tem uma empresa de frutos secos e disse à Lusa que decidiu participar nas jornadas de capacitação porque sentiu a “necessidade de segmentar os produtos” e de “organizar a estratégia”.

O empresário deu como exemplo a pasta de amêndoa, no qual é necessário fazer a “apresentação” ou a “caracterização de produto”, e considerou que “há grande abertura da parte do consumidor para novas experiências, novos produtos e novas apresentações em matérias primas como estas que são tradicionais no Algarve”.

Jorge Raiado, da empresa SalMarim, que produz sal marinho e flor de sal, destacou a “capacidade que a universidade tem para disponibilizar instrumentos às empresas” e a possibilidade que estes encontros dão para encontrar outros parceiros, com os quais seja possível criar “novos produtos”.

“Eles propõem-se a ajudar-nos a fazer protótipos de novos produtos para o mercado e é uma alavancagem simpática, porque eles têm o conhecimento teórico, nós temos o prático e, se juntarmos tudo, pode ser positivo para todos”, considerou.

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