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O projeto, que tem como principal missão a conservação dos cavalos marinhos no mundo, é constituído por um grupo de especialistas de todo o planeta, incluindo Portugal, onde já foram feitos diversos estudos sobre a comunidade daqueles peixes.

A perda de habitat devido às dragagens e a circulação descontrolada de barcos podem ser algumas das causas para o declínio da população de cavalos marinhos na Ria Formosa, que no espaço de uma década diminuiu em cerca de 85 por cento.

A ideia de instalar estruturas na Ria Formosa visa promover a fixação de cavalos marinhos em zonas onde é difícil a sua concentração, já que estes animais gostam de habitar em pradarias marinhas, nunca deixando os ovos a descoberto.

Segundo disse à agência Lusa Miguel Correia, biólogo e membro do projeto “Seahorse”, os cavalos marinhos são muito sedentários e costumam agarrar-se a algo para não serem arrastados pela corrente, como conchas, boias de sinalização ou armadilhas.

De acordo com aquele responsável, o formato do protótipo para fixar os animais assemelhar-se-ia a um mesa sem tampo com um quadriculado de corda onde os cavalos marinhos pudessem fazer face às correntes.

“A estrutura deverá antes ser testada em laboratório e os materiais que a constituem não deverão ser de metal ou ferro de forma a não serem libertadas substâncias nocivas para o ambiente”, explicou.

Os cavalos-marinhos são peixes que têm um tempo médio de vida de três a cinco anos e a capacidade de se camuflarem para enganar os predadores, podendo atingir os 16 centímetros de altura na idade adulta.

O maior mistério do ciclo da vida destes peixes é o período entre a sua libertação da bolsa do macho – a fêmea deposita os ovos, mas o macho é que gera os bebés – e quando já são juvenis mais avançados.

O projeto deverá ser implementado pelo projeto “Seahorse” em parceria com o Centro de Ciências do Mar (CCMAR) da Universidade do Algarve e o Parque Natural da Ria Formosa.

Lusa

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