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"Naturalmente vou pôr a questão ao Governo", disse Isabel Alçada, depois de ter recebido um pedido do diretor Refúgio Aboim Ascensão, Luís Villas Boas, para que a Emergência Infantil seja um modelo de apoio a crianças espalhado por todo o país.

Questionada pela agência Lusa sobre se as medidas de austeridade atuais poderiam impedir a criação de uma rede de Emergência Infantil em Portugal, Isabel Alçada disse que ajudar a infância é uma "urgência" que tem que ser atendida, não se podendo adiar.

"A infância tem que ser atendida, os adultos portugueses têm que dar atendimento às crianças em cada dia. Educar é pensar nas crianças todos os dias e, portanto, nós não podemos adiar estas situações", referiu a ministra da Educação.

Para Isabel Alçada, o Refúgio Aboim Ascensão é um exemplo de "qualidade" na forma de acolhimento e direcionamento das crianças para uma vida plena futura.

"O nosso país precisa desse exemplo de qualidade e de ter instituições como esta e de pessoas que sejam como as que aqui trabalham. Este é um modelo que consegue criar uma rede de apoio", acrescentou.

Apoiado em acordos com os Ministérios da Segurança Social, Justiça, Saúde e Educação e com a Câmara Municipal de Faro, o Refúgio Aboim Ascensão funciona como um Centro de Acolhimento Temporário de Emergência Infantil.

Com perto de 90 funcionários, tem capacidade para acolher 90 crianças em simultâneo e já ajudou 2500 crianças entre os zero meses e os cinco anos de idade desde 1985 a encontrar uma família ou a regressar à família natural.

Além de conhecer diretamente o Refúgio Aboim Ascensão, a ministra da Educação participou também hoje num "Encontro de Bibliotecas Escolares" em Tavira e à tarde assiste ao lançamento da primeira pedra da Escola Básica da Fonte Santa, em Quarteira, uma obra de 4,5 milhões de euros de investimento com um prazo de execução de ano e meio.

Lusa

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