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Os trabalhos, que começaram a 4 de março e terminaram a 6 de maio, foram efetuados pela empresa especializada Polarcus, através do navio sísmico 3D/4D Naila, acompanhado por quatro navios de apoio.

Fonte da empresa disse que se segue agora uma fase de processamento e interpretação destes dados, integrando-os com outros existentes, o que deverá demorar cerca de um ano. “Depois, será altura de fazer uma plataforma de prospeção física, num local que, de acordo com esta primeira análise, seja a mais provável para se encontrar alguma coisa”, adiantou a mesma fonte.

A primeira sondagem da pesquisa deverá começar em 2014 e poderá ser seguida de outras sondagens no interior das zonas de prospeção ‘Lagosta’ e ‘Lagostim’, com um total de 1.500 quilómetros quadrados, na zona costeira ao largo das ilhas barreira da Ria Formosa, a alguns quilómetros da costa.

A mesma fonte considerou “extemporâneo” considerar a possibilidade de encontrar petróleo em vez de gás natural, mas recordou que há vários anos que decorre a exploração de gás natural ao largo de Cádiz, na Andaluzia, zona quase contígua à que agora é objeto de prospeção.

Segundo a Repsol, os trabalhos decorreram sem incidentes e foram feitos de forma continuada, exceto num período de quatro dias, devido ao mau tempo e à ondulação elevada.

A prospeção de petróleo e gás natural ao largo da zona leste da costa sul algarvia resulta de um acordo do Governo português com um consórcio formado pelos espanhóis da Repsol e os alemães da RWE.

De acordo com a empresa espanhola, para minimizar riscos e inconvenientes às atividades de pesca, a recolha de dados geofísicos foi dividida em três sectores, permitindo assim a compatibilização da recolha de dados com a atividade de pesca em alto mar.

Liliana Lourencinho com Lusa

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