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"É o culminar de um processo iniciado o ano passado no Algarve, que resultou no documento ‘Lições aprendidas, medidas corretivas’, em que foram elencadas um conjunto de situações que careciam de melhoria e correção", destacou o comandante distrital de Proteção Civil do Algarve, Vítor Vaz Pinto.

A avaliação feita das operações de socorro, após os incêndios de vários dias ocorridos no ano passado nos concelhos de São Brás de Alportel e em Tavira, apontou para falhas na coordenação no combate aos fogos.

De acordo com Vítor Vaz Pinto, o "Serra segura2013" visou "treinar, afinar o sistema e avaliar as medidas e procedimentos mais adequados para que, em situações reais, a eficiência seja maior".

"Trata-se de um exercício mais técnico, operacional e mais pedagógico do que propriamente um teste a qualquer plano", destacou o responsável, acrescentando que "as decisões são tomadas à medida que o exercício evolui".

"Ainda é cedo para tirar conclusões, mas estou satisfeito com aquilo que tenho acompanhado. As ocorrências serão todas analisadas para se poderem tirar ilações e afinar ainda melhor o sistema", sublinhou Vítor Vaz Pinto.

O simulacro desenrolou-se em vários cenários diferentes, desde o combate a fogos florestais a acidentes de viação, envolvendo todas as corporações de bombeiros do Algarve, militares da Guarda Nacional Republicana, Polícia Judiciária, Cruz Vermelha Portuguesa, agrupamentos de escoteiros, serviços municipais de Proteção Civil e jornalistas.

O exercício "Serra segura2013" integrou dois modelos: o "LIVEX", com a movimentação de meios no terreno em tempo real, e o "CPX (Command Post Exercises)", cenários fictícios realizados apenas com o recurso a comunicações.

Os simulacros iniciaram-se ao amanhecer, tendo como cenário dois incêndios florestais nos concelhos de Monchique e de Silves, que se juntaram numa só frente de fogo, com a intervenção de todas as corporações de bombeiros do Algarve.

Lusa

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