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Num comunicado enviado hoje à comunicação social e intitulado “Os caminhos tortuosos da Educação no concelho de Albufeira”, o PS acusa o agrupamento vertical de escolas EB 1, 2 e 3 Martim Fernandes em Albufeira de “autoritarismo”, “segregação” e “tratamento discriminatório de crianças de etnia cigana”.

Os socialistas de Albufeira referem-se a um alegado caso de surto de sarna na Escola das Sesmarias, onde a medidas aplicadas foram as de proibir as crianças de etnia cigana de irem à escola.

“As crianças de etnia cigana foram ao Centro de Saúde de Albufeira e aí verificou-se que não tinham qualquer problema de saúde, conforme foi atestado pelos médicos que as observaram e nesse sentido informaram a escola”, lê-se na nota de imprensa do PS.

Um outro caso de “segregação” e “discriminação” que o PS aponta ao agrupamento vertical de escolas EB 1, 2 e 3 Martim Fernandes relaciona-se com o facto do transporte escolar das crianças ciganas ser efetuado pela Câmara Municipal de Albufeira em momento diferente das demais crianças: primeiro vão os de etnia cigana e só depois são transportados os restantes alunos.

“Estas práticas evidenciam comportamentos, marcadamente autoritários, prepotentes, segregacionistas e indiciários da existência de um tratamento discriminatório na referida escola e no respetivo agrupamento”, reitera o PS, acrescentando que na última festa de Natal só os melhores alunos tiveram permissão para participar.

Os socialistas pedem explicações tanto ao responsável pelo agrupamento vertical de escolas, Aurélio Nascimento, como ao vice-presidente da Câmara de Albufeira e responsável do pelouro da Educação.

A Lusa contactou o diretor do agrupamento, Aurélio Nascimento, para obter uma reação à acusações socialistas e o próprio informou que ia responder por escrito, o que até ao momento ainda não aconteceu.

Lusa

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