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Os socialistas responsabilizaram também a câmara, presidida por Luís Gomes, de "não pagar à Águas do Algarve (empresa que abastece a região e é responsável pela Estação de Tratamento de Águas Residuais – ETAR – da cidade)" e de não realizarem uma obra, que permitiria que os esgotos não fossem enviados para o Rio Guadiana.

"A Câmara Municipal de Vila Real de Santo António acaba de aprovar aumentos brutais no saneamento e consumo de água ao mesmo tempo que transfere a gestão deste sector para a Sociedade de Gestão Urbana (SGU), empresa municipal detida a 100 por cento pela autarquia", criticou a concelhia socialista num comunicado.

O PS defende que houve "falta de transparência" na decisão e que esta "implica a duplicação de serviços e a dispersão de recursos humanos, bem como um pesado encargo para os munícipes e para as Pequenas e Médias Empresas", uma vez que "os esgotos aumentam, em média, 457 por cento e a água 138 por cento".

Houve ainda, segundo os socialistas, "uma subida da taxa fixa dos esgotos em 770 por cento e da água em 210 por cento".

O PS diz que a autarquia justificou os aumentos aprovados afirmando que "a lei obriga a tal medida", mas, sublinhou, que "a água fornecida pela Águas do Algarve ao município vila-realense é a segunda mais barata do país", com a câmara a pagar 45 cêntimos por metro cúbico de água e 54 cêntimo por metro cúbico de esgotos.

"E o município cobra, por exemplo, à restauração e comércio 1,20 e 1,10 euros, respetivamente", disse o PS.

O partido lamentou ainda que a ETAR de Vila Real de Santo António já esteja concluída e "se continue a assistir à descarga de esgotos para o Rio Guadiana" porque "o município ainda não realizou as obras de ligação ao intercetor".

O PS questionou ainda autarquia sobre a não liq uidação de uma dívida superior a três milhões de euros à Águas do Algarve, apesar de a empresa já lhe ter pago as verbas respeitantes à utilização das infra estruturas utilizadas e da autarquia já ter cobrado os serviços aos munícipes.

“É caso para perguntar para onde foi o dinheiro recebido se nem sequer a dívida foi paga", questionou o partido.

Para os socialistas, a câmara está a utilizar um "mecanismo de engenharia financeira, cruzado com a empresa municipal SGU, sem resultados visíveis na qualidade de vida dos vila-realenses e na redução do galopante aumento da dívida da autarquia", que diz estar a “hipotecar o futuro das gerações vindouras”.

Lusa

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