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A Assembleia Municipal (AM) de Faro aprovou na passada quarta feira um plano de reequilíbrio financeiro e a consulta à banca para um empréstimo de 48 milhões de euros destinado a pagar dívidas da autarquia.

A proposta de plano foi aprovada com seis votos contra – os dos três deputados da CDU, um dos 14 deputados do PS, o do deputado do BE e o da associação Cidadãos com Faro no Coração -, e com a abstenção da maioria da bancada socialista.

Em conferência de imprensa, o líder do PS/Faro e vereador da autarquia, João Marques, afirma que a autarquia poderia ter equacionado a criação de um fundo imobiliário, à semelhança do que estão a fazer as Câmaras de Lisboa, Porto e Portimão.

Mesmo na atual conjuntura de crise, o vereador socialista diz que o fundo imobiliário seria "uma garantia para a banca" e que não era preciso pedir um empréstimo de 48 milhões de euros já que a dívida aos fornecedores é de 28 milhões.

João Marques diz ainda que o atual executivo de Macário Correia, eleito em outubro de 2009, também tem responsabilidades na dívida, sublinhando que cerca de 30 por cento das dívidas a fornecedores se referem ao ano de 2010.

De acordo com Macário Correia estão por pagar na Câmara mais de 7388 faturas, algumas referentes ainda ao ano de 2001, mas João Marques diz que dessas cerca de 3000 são do ano de 2010.

O socialista aponta despesas com comunicações telefónicas que ascendem aos 300 mil euros, com empresas de marketing e comunicação que rondam os 116 mil euros e com refeições e contratualizações de "catering" na ordem dos 25 mil euros.

"A ideia que [Macário Correia] quer dar à cidade é de que isto foi tudo mal gerido e que agora chegou ele para resolver os problemas", conclui João Marques.

O vereador socialista integrava o anterior executivo, liderado por José Apolinário, derrotado por Macário Correia nas últimas eleições por 129 votos.

Lusa

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