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“O Governo tinha a obrigação de ter dito o que está em causa, já que este assunto é gerador de dúvidas e medos, muitas vezes infundados, e a população tem o direito de saber exatamente o que está a acontecer”, afirma Miguel Freitas em comunicado.

O também deputado considera que, ao “avançar precipitadamente” o Governo está “a gerar uma polémica desnecessária que prejudica a região algarvia”.

“Não poderemos evitar uma discussão clara sobre a exploração de gás natural na zona costeira do Algarve, sendo fundamental saber quais os impactos, os riscos e as contrapartidas” salienta Miguel Freitas.

O deputado questionou hoje o Governo sobre a programação dos trabalhos e qual o seu contributo para a economia nacional e os impactos nas atividades económicas e no emprego a nível regional.

O parlamentar eleito pelo Algarve questiona ainda o Executivo sobre os riscos ambientais da prospeção na costa algarvia e as contrapartidas de investimento na região.

“Se há matéria a merecer uma discussão séria e qualificada é esta. E que haja um consenso regional. Nós estamos disponíveis para participar nessa discussão. Não temos nenhum preconceito. Apenas defenderemos o interesse público, da região e do país, tanto no presente como no futuro”, afirma Miguel Freitas.

O deputado questiona também qual a posição dos partidos da maioria sobre a matéria, “particularmente do PSD, já que a única que se conhece é a do deputado Mendes Bota que é militantemente contra”.

O Governo assinou hoje com os espanhóis da Repsol e os alemães da RWE o contrato de concessão para a exploração de gás natural ao largo da costa algarvia, que vai permitir que 9 por cento das receitas reverta para o Estado.

Lusa
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