Pub

Os eleitos argumentam que aquela estrada foi financiada em grande parte por fundos comunitários e só mais tarde incluída no sistema SCUT (sem custos para o utilizador).

O deputado socialista e presidente do PS Algarve, Miguel Freitas, entende que a Comissão Europeia se deve “pronunciar sobre a regularidade de introdução de portagens”, recordando que “uma parte importante da Via do Infante foi paga por verbas comunitárias”, lê-se numa nota de imprensa.

“Há dúvidas sobre esta matéria que queremos ver totalmente esclarecidas, em nome do interesse das populações”, refere o líder do PS/Algarve, declarando à Lusa que não “descansará de repetir ao primeiro ministro que não existem razões objetivas para colocar portagens no Algarve”.

Os deputados socialistas – João Soares, Miguel Freitas e Jamila Madeira – referem, todavia, que a proposta do Governo para “isentar os residentes e as actividades económicas com sede na região salvaguarda um dos aspetos essenciais do compromisso com o Algarve”.

“Uma coisa é certa. Há uma diferença essencial entre a proposta do Governo e a posição do PSD. Com o PSD todos pagariam. Com o PS os algarvios não pagarão”, frisam.

O líder socialista repudia a “pressão política exercida pelo PSD junto do Governo, para a existência de um calendário (…) não olhando às condições materiais objetivas na Estrada Nacional 125 ou para a necessidade de melhoria dos transportes públicos na região”.

Miguel Freitas acusa ainda o PSD de que o interesse do partido social democrata é “ver todo um país em protesto”.

“Será esta uma estratégia para provocar um protesto nacional? É que, enquanto no Norte o PSD fala de revolta, em Lisboa defende a introdução o mais depressa possível de portagens em todas as regiões, ficando claro que o verdadeiro interesse do partido é ver todo um país em protesto”, argumentam.

Lusa

Pub