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“Este assunto tornou-se uma arma de um joguete político, com a instrumentalização da Comissão de Utentes, incitando a atitudes menos próprias de um país civilizado”, afirma um comunicado hoje divulgado.

Três pequenas estruturas de apoio ao funcionamento dos pórticos na Via Infante de Sagres (A22), no Algarve, foram incendiadas na madrugada do 25 de abril.

As estruturas localizam-se em Boliqueime, Loulé e Olhão e os atos de vandalismo foram realizados entre as 03:00 e as 06:00 de 25 de abril.

A Comissão de Utentes da Via do Infante já veio demarcar-se dos atos de vandalismo, referindo que o protesto contra a introdução de portagens continua a ser feito através de "vias legais, nomeadamente com ações jurídicas e manifestações nas estradas".

O PSD/Algarve acusa os “responsáveis morais por este episódio” de se moverem por “interesses eleitoralistas” e apela para que se retratem pelo que sucedeu.

“Lançamos o repto a todas as forças partidárias e seus candidatos nas próximas legislativas, para que comentem os acontecimentos de destruição das estruturas das portagens na Via Infante e clarifiquem, se repudiam ou não, tais atos”, apela o líder social democrata algarvio, Luís Gomes.

Para o PSD/Algarve, os atos da madrugada de segunda-feira “são absolutamente inqualificáveis” e a ”gravidade de tal farsa é maior, quando os mesmos, de uma forma encapotada, querem ser os mais altos representantes do Algarve nas instâncias superiores deste país, na Assembleia da República”.

As fundações para instalar os pórticos na A22 começaram a ser construídas em fevereiro.

A Via Infante de Sagres liga Vila Real de Santo António a Lagos/Bensafrim, numa extensão de 130 quilómetros.

Lusa
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