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O presidente da Associação Sócio Profissional da Polícia (ASPP), Paulo Rodrigues, esteve hoje reunido com representantes no Algarve, na esquadra de Vila Real de Santo António e, no final, disse aos jornalistas que "é preciso investir mais em efetivos e reforçar as esquadras", sobretudo as maiores, de “Portimão, Faro e Olhão".

"A frota automóvel também é escassa, o que tem implicações na operacionalidade, e o Corpo de Intervenção (CI) está descaracterizado da sua missão ao fazer policiamento de proximidade", diagnosticou o dirigente da ASPP, referindo-se aos dois grupos do CI que vêm reforçar o Algarve.

Paulo Rodrigues disse que era necessário "dobrar os polícias em patrulhas por turno", uma vez que "há esquadras que só contam com três ou quatro homens" em cada um desses períodos, número que considerou ser insuficiente para garantir um patrulhamento eficiente.

O dirigente da Associação Sócio Profissional da Polícia afirmou ainda que "nesta época de verão é necessário reforçar o Corpo de Intervenção no Algarve, mas não se pode utilizar esse corpo no policiamento de proximidade para colmatar a falta de efetivos".

"Quando o Corpo de Intervenção faz patrulhamento de proximidade está a desempenhar uma missão que não lhe compete e até aumenta a insegurança da população, que quando o vê pensa que aconteceu alguma coisa grave", sublinhou.

O dirigente disse que os representantes da Associação na região sentem "um aumento do sentimento de insegurança por parte dos residentes no Algarve" e defendeu que a PSP precisa de reforçar o número de efetivos para conseguir dar uma resposta eficiente aos problemas de segurança que existem na região.

Ao contrário do que tem sido afirmado pelo comando de Faro, segundo o qual existem meios suficientes, Paulo Rodrigues disse que "quem está no terreno são os profissionais e eles sentem que se tivessem mais meios materiais e humanos melhoravam a capacidade de resposta".

Lusa

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