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Atualmente, só 88% das casas têm água canalizada e 82% têm esgotos, informou o responsável, sublinhando que a empresa tem em curso um investimento global de 15,5 milhões de euros em novas infraestruturas, dos quais 12,5 milhões já em execução e três milhões em fase de concurso.

Na sua maioria, as verbas referem-se à construção de canalizações que levem água às populações rurais do concelho. Em média, a instalação de água canalizada numa habitação rural custa 4.000 euros.

Do total do investimento, 1,85 milhões de euros estão a ser utilizados em infraestruturas de saneamento, afirmou David Santos, frisando que a menor taxa de cobertura da rede pública de esgotos se deve ao alto custo desse tipo de obra.

Entre os projetos em curso ou previstos estão também o alargamento do sistema de telegestão e telemetria (leituras eletrónicas dos consumos) e a substituição de tubagens de água canalizada, de forma a reduzir os níveis de perdas na rede, o que representou um investimento 30 milhões de euros nos últimos anos.

Segundo David Santos, em quatro anos a empresa conseguiu reduzir para metade as perdas na rede, que eram de 33,28% em 2007 e foram de 16,86% em 2011, o que corresponde a 916 mil litros.

“Somos uma das cinco melhores câmaras do país a nível de perdas na rede e queremos chegar a ser uma das melhores três câmaras dentro de poucos anos”, disse.

Segundo o administrador, a diminuição das perdas na rede deve-se a vários investimentos que foram feitos nos últimos anos. Além da substituição de canalizações antigas, entre essas iniciativas está a construção de valas redutoras de pressão, a implementação da leitura eletrónica e a deteção e reparação de perdas por parte dos técnicos.

Fundada em 2005 com 51% de capital da Câmara de Faro, a Fagar deu lucro pela primeira vez no exercício de 2011 (650 mil euros), antecipando a obtenção de resultados positivos, apenas prevista para 2018.

O passivo acumulado da empresa é de 4,33 milhões de euros, valor que legalmente deverá ser dissolvido até 2040, esclareceu David Santos, prevendo que, se a empresa continuar com resultados líquidos positivos, essa meta será antecipada “em alguns anos”.

Além das águas residuais e da distribuição de água ao domicílio, a empresa faz também recolha de lixo.

Lusa

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