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Quase 70 espanhóis do movimento Hakuna vieram ao Algarve fazer voluntariado durante a Semana Santa

Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

Quase 70 jovens do movimento católico espanhol Hakuna estiveram em Faro a viver a Semana Santa que incluiu, de manhã, voluntariado em algumas instituições de solidariedade social da cidade e, de tarde e à noite, a participação nas celebrações pascais e em momentos de oração.

Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

Os jovens, na sua maioria universitários com idades entre os 18 e os 25 anos, provenientes de várias partes de Espanha como Barcelona, Murcia, Pamplona, Saragoça ou Valência, estiveram a colaborar na casa das Missionárias da Caridade (popularmente conhecidas como irmãs da Caridade, irmãs Teresa de Calcutá ou irmãs de Calcutá) e no CASA – Centro de Apoio ao Sem Abrigo.

Ao longo da semana, acompanhados pelos padres José Pedro Manglano e Arturo Rico, sacerdotes do Opus Dei, participaram nas celebrações do tríduo pascal na paróquia de São Pedro e promoveram orações com adoração ao Santíssimo Sacramento na igreja de Santo António dos Capuchos, tendo ficado alojados num hostel entre os dois templos.

Hakuna – expressão de uma língua africana que significa literalmente ‘não’, mas em sentido mais amplo pode significar ‘sem problemas’ ou ‘não se preocupe’ – é uma associação privada de fiéis, canonicamente reconhecida como tal em outubro do ano passado, após a aprovação do arcebispo de Madrid, o cardeal D. Carlos Osoro Sierra. No entanto, a origem do grupo remonta a 2013, quando uma dezena de jovens espanhóis começou a reunir-se na paróquia de São Josemaría Escrivá, em Madrid, no âmbito da preparação para participação na Jornada Mundial da Juventude (JMJ) em julho desse ano no Rio de Janeiro (Brasil).

Inicialmente, os encontros à segunda-feira eram compostos por uma palestra do padre José Pedro Manglano, mas os participantes começaram a incluir também um momento conclusivo de adoração eucarística, durante o qual cantavam músicas que começaram a compor. Pouco tempo depois já eram muitos mais e ao Brasil foram 97 pessoas para um mês de voluntariado que terminou com a participação na JMJ. De regresso a Espanha decidiram continuar a reunir-se e aumentaram os participantes que todas as segundas-feiras ao final da tarde se reuniam para a chamada “hora santa”, durante a qual recebiam formação espiritual e realizavam adoração eucarística com as músicas compostas.

Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

Os jovens realizaram depois na Semana Santa de 2014 uma experiência de voluntariado em Tânger (Marrocos) e outra no verão do mesmo ano em Calcutá (Índia), na qual participaram cinco jovens de Barcelona que quiseram iniciar naquela cidade um grupo semelhante. Os grupos começaram a ser replicados noutras zonas do país e hoje já são mais de 20 grupos em 14 cidades espanholas. Contagiados pela vivência dos filhos, os pais quiseram também constituir grupos com a mesma espiritualidade e os membros do movimento já se dividem em quatro grupos: universitários, jovens trabalhadores, “fronteira” (constituídos por jovens noivos e recém-casados) e casados. Em 2015 gravaram o primeiro CD de música religiosa com originais seus e hoje já são três os álbuns editados.

Victoria Montaner, uma das quase sete dezenas de jovens que estiveram no Algarve entre 25 de março e 1 de abril, disse ao Folha do Domingo que um dos objetivos do movimento é “manter os jovens unidos em torno de Cristo”. “Que o facto de se ajoelharem diante de Cristo se traduza em viverem ajoelhados diante dos outros, em contínua atitude de serviço no dia a dia, com especial atenção aos mais necessitados”, acrescenta o movimento no seu sítio na internet.

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