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Segundo a proposta, elaborada pela Sociedade Polis Ria Formosa, que não entrou em consulta pública mas a que a Lusa teve acesso, a grande parte das unidades de restauração existentes, quer do lado da ria quer do lado do mar, deverão ir abaixo.

O plano vai ser debatido na próxima quinta-feira na sede do Parque Natural da Ria Formosa, na Quinta de Marim, em Olhão, durante uma reunião da comissão específica composta por entidades públicas, comissões de moradores e utentes.

Às 282 edificações agora sinalizadas para serem removidas da faixa central da praia, concessionada à autarquia, juntam-se ainda as 249 dos extremos poente e nascente da praia, cuja demolição já estava prevista há mais tempo.

É na zona desafetada do Domínio Público Marítimo, por onde passa a única estrada asfaltada da praia, que se erguem a maior parte das habitações legais, todos os equipamentos públicos e desportivos, restaurantes e cafés da Praia de Faro.

De acordo com a proposta de Plano de Pormenor (PP) da Praia de Faro, no lado nascente, o mais povoado, ficarão de pé 57 construções, 53 das quais no lado da ria e apenas quatro no lado do mar.

No lado poente o plano prevê que se mantenham no total 28 construções, 23 no lado da ria e cinco na frente de mar.

Destas 367 construções existentes na área concessionada à autarquia cerca de 20 são unidades de restauração, que é também o número aproximado de edifícios públicos.

Os edifícios que deverão permanecer estão classificados como sendo “talhões pioneiros” (mais antigos) ou a sua construção foi “licenciada em lotes adquiridos pelo município”, lê-se no plano.

Os que deverão ser demolidos encontram-se em faixa de reconstrução dunar (em pelo menos 50 por cento da sua área de implantação), foram avaliados negativamente ou apesar da sua avaliação suficiente interferem com as ações previstas no PP.

Folha do Domingo/Lusa
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