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Segundo um comunicado da polícia, os jovens, de 17, 20, 23 e 27 anos, atuavam sempre de madrugada, em ruas pouco iluminadas, não dando hipótese às vítimas de os conseguirem identificar.

As vítimas eram "brutalmente" agredidas, de forma "gratuita" e "sem qualquer necessidade", frisa a PSP, acrescentando que cada elemento do grupo tinha uma função específica na execução do roubo.

Os agressores rodeavam as vítimas, normalmente turistas estrangeiros, e levavam-lhes dinheiro (habitualmente entre 200 a 300 euros), ouro e telemóveis, agredindo-as depois.

A investigação da PSP foi dificultada pelo facto de as vítimas não conseguirem identificar os agressores e permanecerem pouco tempo no país.

Contudo, em abril passado, o grupo voltou a atacar, desta vez um cidadão residente em Tavira, crime que ajudou a polícia a identificar os elementos e a associá-los a pelo menos mais cinco crimes.

A PSP solicitou a emissão de mandados de detenção fora de flagrante delito, para que fosse atribuída aos jovens uma medida mais gravosa do que o termo de identidade e residência.

Isto porque, segundo a polícia, havia fortes indícios de que o grupo continuasse a atuar.

Os mandados foram cumpridos na noite de quarta-feira e os detidos deverão ser hoje presentes ao juiz de instrução criminal de Faro.

Três dos jovens residem em Tavira e o outro em Olhão, sendo o menor ainda estudante.

Dos restantes, um é pedreiro, outro não tem profissão e o último está desempregado.

Lusa

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