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Quercus apresenta queixa à Comissão Europeia contra Estado pelo projeto da nova ponte da Praia de Faro

Projeto_ponte_praia_faro2A Quercus anunciou a apresentação de uma queixa à Comissão Europeia contra o Estado português sobre a construção da nova ponte da Praia de Faro, pedindo a suspensão do financiamento para a obra.

Segundo a associação ambientalista, a requalificação da ponte existente minimizaria o impacto ambiental.

Em comunicado, a Associação Nacional de Conservação da Natureza (Quercus) sustenta que a recuperação da atual ponte de acesso à Praia de Faro custaria menos que os 3,65 milhões de euros previstos para a construção da nova estrutura e não causaria impacto sobre o ecossistema da Ria Formosa.

O presidente da Câmara de Faro disse à agência Lusa que os estudos realizados indicaram que, dadas as “debilidades estruturais que a ponte que existe neste momento tem, sai mais caro requalificar a ponte existente do que fazer a nova”.

Projeto_ponte_praia_faro3A nova ponte vai ter duas faixas, uma para acesso pedonal, ciclovia e trânsito de veículos de emergência, explicou Rogério Bacalhau.

“Precisamos de requalificar toda aquela zona [Península do Ancão] e esta é uma peça do puzzle de requalificação”, disse o autarca, observando que o relatório de conformidade ambiental do projeto de execução vai ser objeto de discussão pública em breve.

Em comunicado, a Quercus anunciou a queixa à CE contra o Estado português sobre “a decisão de construção da nova ponte de acesso à praia de Faro e parque de estacionamento exterior, devido à afetação do Sítio de Importância Comunitária Ria Formosa/Castro Marim”, área reconhecida ainda como Zona de Proteção Especial para Aves Selvagens.

“A implementação deste projeto contempla o alargamento da via de circulação existente com a consequente destruição de uma zona de sapal com a construção de um parque de estacionamento e de dois aterros de apoio à fase de construção, que implica a destruição e fragmentação de um habitat prioritário, segundo a Quercus.

Projeto_ponte_praia_faro4A associação considera que o projeto é incompatível com os cenários de adaptação às alterações climáticas e compromete os objetivos de renaturalização e defesa da orla costeira, em parte previstos pelo programa Polis Ria Formosa.

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