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Em comunicado, a Quercus adianta que o grupo de mobiliário e decoração, "após ter promovido a construção das suas fábricas de móveis em Paços de Ferreira, numa área integrada na Reserva Ecológica Nacional, e também após o abate de sobreiros no terreno previsto para a loja de Coimbra", agora quer uma nova área comercial em Loulé em solo da Reserva Agrícola Nacional (RAN).

Para a Quercus, isso revela "uma enorme falta de responsabilidade ambiental", adiantando que a empresa imobiliária IMO 224 – Investimentos mobiliários promoveu a compra de terrenos em solos da RAN no sítio de Alfarrobeira, concelho de Loulé, tendo em vista a construção da nova área comercial no Algarve da Ikea Portugal.

"Para viabilizar a construção deste novo centro comercial da IKEA, o município de Loulé elaborou um ‘Contrato para Planeamento’ com a Ikea Portugal e a Inter Ikea, que visa elaborar os estudos e ações, com a finalidade da aprovação do Plano de Urbanização Caliços – Esteval".

Este plano, adianta a Quercus, incide numa área com 355 hectares, mas em que 12 hectares estão condicionados devido aos solos da RAN, "estando prevista a sua aprovação na sexta-feira [hoje] pela assembleia municipal de Loulé, sem que tivesse sido avaliada uma alternativa de localização".

Para a Quercus, "verifica-se, uma vez mais, a subversão total dos princípios de planeamento e de um correto ordenamento do território, no sentido da contenção da expansão urbana e da concomitante preservação dos solos agrícolas e do património natural".

A Quercus "deixa claro que, apesar de considerar o investimento do grupo Ikea importante para a região, entende que a localização deveria ser escolhida evitando as áreas da RAN ou outras condicionantes previstas nos instrumentos de ordenamento do território".

A associação lamenta que a Ikea "insista na construção de empreendimentos em áreas ecologicamente sensíveis e condicionadas, quando existem alternativas que deveriam ser ponderadas na seleção de locais para investimento".
Lusa

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