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O padre Nuno Coelho, nomeado pároco das paróquias de Raposeira, Sagres e Vila do Bispo pelo bispo do Algarve no passado dia 19 de julho, assumiu ontem o serviço pastoral naquelas comunidades em missa presidida na igreja da Vila do Bispo pelo vigário geral da Diocese do Algarve, o cónego Firmino Ferro, substituindo o padre Joel Teixeira.

Na homilia, o vigário geral, que agradeceu em nome do bispo do Algarve, os seis anos de “serviço e dedicação” do padre Joel Teixeira áquelas comunidades, começou por lembrar que “o sacramento da ordenação não é conferido ao sacerdote para dar ordens, mas sim para servir”. “é este o sentido do sacerdote: servir a comunidade cristã e, antes de mais, servir o Senhor. Como sacerdote, a ordenação confere-me mais disponibilidade e capacidade para poder servir mais e melhor, sempre de mãos dadas com os meus irmãos. Não somos comandantes, no sentido militar. Somos responsáveis de comunidade”, frisou, apelando á unidade. “Todos remamos na mesma direção. Podemos ter ideias e conceitos diferentes mas temos o mesmo objetivo: servir a Deus e o próximo como a nós mesmos. E se temos o mesmo objetivo, a diversidade de opinião e de pensamento aprofunda essa comunhão e unidade”, complementou o cónego Firmino Ferro

O padre Joel Teixeira pediu aos seus antigos paroquianos que acolham o novo pároco como fizeram com ele próprio. “Fui acolhido como um filho”, lembrou, frisando que até o bispo do Algarve reconhece a sua capacidade de acolher. “Mais do que a saudade e tristeza por quem parte, devem estar muitos felizes porque se o bispo envia para aqui o padre mais novo que tem é sinal de que olha para vocês como paróquias que acolhem muito bem. Porque nós não enviamos o filho mais novo para o meio das aflições e das diversidades. Gostava que acolhessem o padre Nuno com esta alegria de perceberem que o bispo olha para vocês como alguém que sabe acolher e ser discípulo de Jesus Cristo”, pediu

O sacerdote agradeceu terem acolhido os seus “projetos e loucuras” e pediu que “apoiem também, não as loucuras do padre Nuno, mas as ideias e os projetos que ele trará e que certamente são muito bons”. “Acredito que quem vem a seguir faz sempre melhor. Penso que fiz melhor que o padre António. Não sou melhor que o padre António mas acho que melhorei aquilo que ele fez e quero acreditar que o padre Nuno vai melhorar aquilo que eu fiz”, afirmou

Dirigindo-se ao sucessor disse-lhe que “está em três paróquias muito boas”. “Na sua maioria são pessoas disponíveis e humildes, que estão abertas e prontas a aprender mais e isso é uma motivação extra para quem chega. Apenas um concelho, se o posso fazer: nem procures fazer aquilo que eu fazia, nem tentes acabar com aquilo que eu fiz porque também é pouco. Por isso, sê tu mesmo e acredito que, se assim for, terás pelo menos seis anos maravilhosos como eu tive aqui”, concluiu

A terminar, o padre Nuno Coelho, de 36 anos, manifestou a sua disponibilidade. “Eis-me aqui por obediência ao senhor bispo D. Manuel que me nomeou, por obediência á Igreja que nos chama a servir em amor e verdade. E é nesta obediência livre e consciente que aceitei este desafio, o desafio que me chama a amar o povo a quem sou confiado. Estou aqui inteiramente em disponibilidade para servir, amar e conduzir os fiéis e todos os que se aproximam da Igreja a Jesus Cristo e Senhor. E é nesta disponibilidade e entrega que vos peço e me assumo como vosso: que me ajudeis a ser e a fazer o que Deus quer que eu seja e faça nestas e para estas comunidades. Pretendo ser um cristão convosco, pastor que brota da oração e do coração das suas ovelhas e os conduz ao verdadeiro e único pastor Cristo Jesus”, afirmou

Em resposta ao seu antecessor, o sacerdote adiantou ainda que “o que o padre Joel fez nestas comunidades não será destruído”. “Por isso, a única coisa que muda é o pároco. Porque a vida das paróquias continuará a ser a mesma. Com todos vós espero trabalhar e trabalhar convosco será uma alegria. Rezarei por vós e convosco. Rezai também por mim e pelo padre Joel”, pediu

No final, o cónego Firmino Ferro concordou com o padre Joel Teixeira. “O senhor bispo, ao mandar para aqui dois jovens seguidos, não manda meninos para o meio das feras mas para aqueles que acolhem com simplicidade, humildade e capacidade de trabalhar em conjunto”, sustentou.

Samuel Mendonça

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