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Segundo António Eusébio, as receitas do evento vão reverter para um fundo solidário que visa apoiar as famílias atingidas pelo incêndio, que durante mais de 72 horas consumiu áreas florestais nos concelhos de São Brás e Tavira.

De acordo com um relatório preliminar da autarquia sobre os prejuízos resultantes do fogo a que a Lusa teve hoje acesso, o concelho ficou com 52 por cento da sua área florestal dizimada, ou seja, 4.939,52 hectares, 3.947 dos quais classificados como Rede Natura.

“Esta Feira da Serra é este ano infelizmente diferente” referiu à Lusa o presidente da autarquia, acrescentando que agora é tempo de “levantar os braços, olhar para as pessoas e para a terra e fazê-la renascer”.

O evento, que há 21 anos promove a gastronomia, o artesanato, a música e os produtos típicos da serra algarvia, realiza-se no recinto da escola Porta Bernardo Passos, cujo pavilhão serviu para acolher bombeiros de vários pontos do país, que ajudaram no combate as chamas.

O município destacou o caso do caso do artesão João Florêncio, que perdeu a casa e todos os bens durante o incêndio mas que, apesar disso vai estar presente na feira e mostrar a sua arte, a par de outros habitantes locais.

Este ano, a feira da serra tem como produto estrela o medronho, num evento em que haverá também um ‘SPA serrano’ (produtos cosméticos feitos com base em produtos locais como o azeite, amêndoa, figo e mel), concursos de chapéus, mostras de artesanato e espetáculos, com Amor Electro e Herman José.

Os bilhetes individuais diários custam 3,50 euros, o ingresso para os três dias custa sete euros e o ingresso diário para uma família de quatro pessoas é de 10,50 euros.

Lusa

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