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A reconstrução do Retail Park de Portimão, destruído por um incêndio em setembro de 2012, está estimada em 20 milhões de euros, verba que deverá ser assegurada pelas indemnizações das seguradoras, disse o presidente do fundo imobiliário proprietário do espaço.

Sete meses depois do incêndio que destruiu as lojas Continente, Moviflor, Rádio Popular, DeBorla, Staples, Aki e Decathlon, ainda se mantêm os escombros, num processo "complexo" que envolve várias seguradoras.

"A nossa intenção é reconstruir o espaço comercial o mais breve possível, mas para isso necessitamos de cerca de 20 milhões de euros", disse à agência Lusa Rui Alpalhão, presidente da Fundbox, o fundo imobiliário detentor da licença do espaço comercial.

De acordo com o responsável, a Fundbox "não tem capital para iniciar a reconstrução", referindo que a recuperação do espaço "está dependente das indemnizações a pagar pelas seguradoras".

"Estamos a tentar maximizar as indemnizações devidas, mas não tem sido um processo fácil porque estão envolvidas várias seguradoras, algumas das quais estrangeiras", sublinhou o responsável da Fundbox.

Na área comercial com cerca de 15 mil metros quadrados, mantêm-se os escombros das sete lojas destruídas pelo incêndio do dia 23 de setembro de 2012, tendo apenas sido retirados os produtos alimentares da loja Continente que entraram em decomposição.

Rui Alpalhão indicou que a remoção dos destroços tem sido efetuada "pouco a pouco e à medida que vão sendo concluídas as perícias das seguradoras".

As investigações da Polícia Judiciária que se prolongaram por mais de um mês, concluíram que o fogo se deveu a causas naturais, como consequência de sobreaquecimento nas instalações elétricas de uma loja, propagando rapidamente às restantes seis lojas daquele espaço comercial.

Lusa

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