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O presidente da Associação de Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve (AHETA), Elidérico Viegas, afirmou à Lusa que "o número que se conhece foi avançado por um governo demissionário" e disse acreditar "que não se irá concretizar" porque "uma centena de homens de reforço será inaceitável".

O presidente da Associação de Comércio e Serviços da Região do Algarve (ACRAL), João Rosado, frisou que "o sentimento de segurança dos visitantes e dos empresários é negativo" e considerou que, "se se dividir os 100 elementos pelos 16 concelhos da região, não parece que seja por aí que se resolve o problema".

Por seu turno, o presidente do Turismo do Algarve, António Pina, considerou que o reforço de cerca 100 homens da PSP e GNR "ajuda, mas se fossem 200 era melhor", e alertou, como o homólogo da ACRAL, para a necessidade de implementar videovigilância nas zonas mais frequentadas por turistas e do comércio local.

Elidérico Viegas disse ainda que "o primeiro grande reforço policial enviado para o Algarve pelo então primeiro-ministro Cavaco Silva contava com 300 elementos" e que "os 100 agora anunciados não dão para substituir os que têm férias, estão de baixa ou a frequentar cursos de formação".

"O que se justificaria, atendendo ao aumento de turistas e residentes, era ter o dobro dos efetivos que o Algarve tem", defendeu, sublinhando que, na impossibilidade de chegar a esse valor, era necessário ter mais que uma centena de elementos de reforço, número que "não faz sentido, é despropositado, não é rigoroso e não pode ser levado a sério".

O presidente da AHETA espera, por isso, que o novo Governo "venha com uma nova visão" e leve em consideração "os interesses económicos não só do Algarve, mas também do país, uma vez que o turismo é duplamente estratégico devido ao que contribui para a economia e para as exportações".

"O que se nota é um sentimento de insegurança cada vez maior, apesar de as autoridades dizerem que criminalidade está a descer. Mas sei que há comerciantes que desistem de apresentar queixas ou porque os computadores não funcionam ou o horário já terminou. Mais 100 podem ajudar, mas não será por aí que se resolve", afirmou João Rosado, da ACRAL.

Rosado sublinhou que há outros métodos a considerar, como a videovigilância, que continua pendente por questões legais e de proteção de dados e que era necessário resolver porque ajudaria a evitar crimes e serviria como fator dissuasor.

Também António Pina recordou que a "videovigilância já aconteceu em toda a Europa e terá de acontecer também no Algarve", onde ajudaria a aumentar o grau de segurança e seria dissuasor de crimes.

Lusa

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