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Vasco Franco acrescentou que o plano será depois seguido por um novo exercício, mais complexo.

“Em Lisboa já foi feito não só este primeiro exercício de CPX [Exercício de Posto de Comando], mas também dois exercícios Livex, envolvendo milhares de elementos. É um exercício com outra dimensão e outro grau de complexidade e aqui [Algarve] também faremos um exercício destes quando tivermos o Plano Especial de Emergência do Risco Sísmico e de Tsunamis do Algarve (PEERST-Alg) pronto”, afirmou.

O governante acrescentou que espera “ter condições no próximo ano para se poder fazer um exercício já com movimentação de forças e outra dinâmica”, mas frisou que o simulacro realizado hoje “é também muito importante e de um nível de complexidade muito grande, dado o envolvimento dos 16 municípios” do Algarve.

Vasco Franco, que visitou o posto de comando do simulacro instalado no Mercado Abastecedor da Região de Faro, considerou “prematuro” avançar como uma data concreta para o exercício Livex porque primeiro é necessário “ultimar o PEERST-Alg e fazer os ajustamentos decorrentes da análise” ao simulacro de hoje.

Com os ajustamentos feitos, o PEERST-Alg “vai ser submetido à Comissão Distrital de Protecção Civil para, finalmente, ser aprovado pela Comissão Nacional de Protecção Civil”, precisou, lembrando que "um exercício Livex desta natureza exige uma preparação de alguns meses e é muito prematuro apontar uma data”.

“Era fundamental avançar, como se avançou muito nos últimos anos, na prevenção dos riscos que mais podem afetar o nosso território. E o risco sísmico, sendo pouco provável, a acontecer, tem consequências suficientemente graves para nós prepararmos o melhor possível a resposta”, afirmou, referindo-se ao simulacro de hoje.

O governante explicou que “no Algarve tem-se feito um trabalho muito intenso com a comunidade científica e com os técnicos de proteção civil para a região poder dispor de um Plano de Emergência para o Risco Sísmico e este exercício integra a fase final de elaboração deste plano”.

“Aquilo que for detetado a correr menos bem durante o exercício permitirá fazer os ajustamentos necessários”, afirmou, frisando que se tratou de um “exercício de grande complexidade porque envolveu todos os municípios do Algarve”.

“E este é um outro aspeto altamente positivo: termos tido todos os municípios a trabalhar durante todo o dia, com as Comissões Municipais de Protecção Civil e a vertente política também presente, para terem a perceção de como funciona a coordenação numa situação desta complexidade, quais as dificuldades que podemos ter de enfrentar e como podemos responder”, explicou.

Relativamente aos problemas detetados, o governante disse que “houve observadores em todos os municípios, uma rede grande de observadores para poderem fazer todos os seus relatórios, os oficiais de ligação das muitas entidades presentes também os farão".

"Depois, ver-se-á o que correu menos bem”, apontou o secretário de Estado da Protecção Civil.

“E será através dessa verificação que poderemos atingir amplamente os nossos objetivos, que é introduzir ao nível do plano as correções que forem necessárias”, concluiu.

Lusa

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