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© Samuel Mendonça
© Samuel Mendonça

O presidente da Estradas de Portugal (EP) anunciou na segunda-feira que a empresa prevê gastar 14 milhões de euros na requalificação da Estrada Nacional (EN) 125 entre Olhão e Vila Real de Santo António, ainda sem data de começo.

O responsável pela EP, António Ramalho, falava aos jornalistas depois de um dia de encontros com autarcas algarvios e afirmou que para as obras avançarem vai ser necessário ainda a aprovação do Tribunal de Contas e do Governo, tal como anunciado em maio, quando a empresa a anunciou ter alcançado acordos com as concessionárias do Baixo Alentejo e do Algarve Litoral que permitiam poupanças totais de 1.451 milhões de euros a partir de 2015.

António Ramalho, que afirmou que o documento “será submetido” ao Tribunal de Contas “o quanto antes”, sublinhou que não será feita “nenhuma intervenção na EN 125 durante o período de férias”, apenas nas variantes que estão por terminar, em particular Faro, Lagos e Troto, e que deverão ser completadas em oito meses a partir do momento do recomeço.

Por seu turno, o presidente da Comunidade Intermunicipal do Algarve, Jorge Botelho (PS), disse à agência Lusa que a reunião com a EP “foi positiva”, mas que “é preciso concretizar o que está planeado”.

“Estamos cansados de que nos anunciem coisas, o que queremos é que as obras sejam colocadas no terreno, recomecem, que se façam, porque os algarvios, a 125 e a economia do Algarve necessitam das obras feitas”, declarou o também presidente da Câmara Municipal de Tavira, que realçou ter sido transmitido aos autarcas que a intervenção estaria concluída até ao primeiro trimestre de 2016.

O presidente da EP, empresa que voltou a assumir a responsabilidade sobre a estrada entre Olhão e Vila Real de Santo António, sublinhou que não se pode pensar que “toda a 125 está nas mesmas circunstâncias”, adiantando aos jornalistas que foram identificadas três zonas onde o piso está abaixo do padrão de referência nacional.

Desta forma, Castro Marim “será uma das primeiras intervenções a realizar”, havendo também “alguns pontos” em Vila Real de Santo António a necessitar de intervenção direta.

“Não vamos pensar que toda a 125 está nas mesmas circunstâncias. Tavira a Vila Nova de Cacela ou Tavira a Olhão tem neste momento, sobretudo até ao desvio da A22, um piso em ótimas condições, aliás melhor do que a média nacional”, afirmou António Ramalho.

Uma nova reunião ficou agendada para 15 de janeiro, disse Jorge Botelho, de modo a saber-se então “qual o ponto de situação das obras”.

Em comunicado distribuído aos jornalistas antes da conferência de imprensa, a EP disse ter assinado “o Contrato para Conservação Corrente dos 426 quilómetros de estradas e das 268 obras de arte (pontes, viadutos e outras travessias) que constituem a rede a cargo da EP no distrito de Faro”.

“Este contrato, que vigora no triénio 2014-2017, foi adjudicado à empresa Tecnovia pelo valor total de cerca de 4,2 milhões de euros”, acrescentou.

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