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“A reunião está marcada para as 18:00, em Lisboa, e há uma enorme expetativa em relação ao encontro com um membro do Governo”, declarou a mesma fonte, acrescentando que Carlos Tuta, o presidente do conselho de administração da Terra Exclusiva, empresa que ia substituir a Alicoop na gestão da maior cadeia de supermercados do Algarve, também vai participar no encontro.

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Comércio Escritórios e Serviços de Portugal (CESP) acusou na quarta feira o Instituto de Apoio às Pequenas e Médias Empresas (IAPMEI) de poder vir a ser o responsável pelo encerramento definitivo do grupo Alicoop.

A Alicoop, a maior cadeia de supermercados do Algarve, e que detém as empresas Alisuper, Macral e Geneco, encontrava-se em processo de insolvência desde agosto de 2009, mas graças a um plano de viabilização, proposto pelos credores, e aprovado pelo Tribunal de Silves em agosto, estava a reabrir de novo as lojas.

Os responsáveis pelo projeto de viabilização do grupo Alicoop, de Silves, disseram hoje que queriam reunir com o Governo para encontrar uma solução para “as novas exigências burocráticas” apresentadas pelo IAPMEI.

A decisão foi tomada na reunião de quarta feira à noite, na sede da Alicoop, em Silves, na qual participaram as administrações da Alisuper, da Terra Exclusiva, a comissão de trabalhadores e a União dos Sindicatos do Algarve.

Na reunião convocada de urgência, foi analisada a carta recebida do IAPMEI e PME – Investimentos, que suscitou “interrogações ao processo de viabilização, e que contraria todos os compromissos e promessas” assumidos desde julho.

“É uma situação grave, especialmente quando propõe uma nova solução inexequível no tempo”, observou o presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Comércio Escritórios e Serviços de Portugal.

Os responsáveis pelo projeto de viabilização do grupo algarvio decidiram ainda pedir reuniões ao IAPMEI e PME- Investimentos, “para responder ponto a ponto à carta”.

Lusa

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