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De acordo com Ricardo Arrabaça, como o rombo provocado no casco pelo embate foi no porão o risco de haver um derrame de combustível “não é elevado”, já que o depósito se situa na proa, no extremo oposto.

Contudo, estima-se que o depósito contenha cerca de 2 mil litros de combustível (um terço da sua capacidade máxima), pelo que o risco de derrame só será afastado quando o navio “for rebocado e o combustível retirado”, explicou.

O acidente, que não causou feridos, ocorreu na segunda-feira de madrugada quando a tripulação se dirigia para a faina, mas as três pessoas que estavam no interior da embarcação “Jorge Miguel” conseguiram sair pelo seu próprio pé.

O arrastão, encalhado no molhe Leste da barra, situada frente à Ilha do Farol, terá agora que ser removido do local com recurso a flutuadores e a uma cinta que levantará o navio pela base, explicou Ricardo Arrabaça.

Uma das preocupações da Autoridade Marítima era de que os danos na embarcação se agravassem e esta fosse ao fundo, o que não aconteceu uma vez que as condições meteorológicas têm sido favoráveis.

O capitão do Porto de Olhão não quis especificar uma data prevista para a retirada do arrastão, dizendo apenas que a operação deverá ficar concluída “até ao final da semana”.

O plano de salvamento da embarcação está ainda a ser delineado pelo armador em conjunto com as autoridades.

Lusa

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