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A Rota Vicentina foi pensada para ligar Santiago do Cacém, no Alentejo, ao Cabo de São Vicente, no Algarve, mas foi inaugurada apenas com os 200 quilómetros alentejanos disponíveis, em maio do ano passado.

Com a conclusão dos trabalhos de marcação dos trilhos algarvios, são mais 150 quilómetros que os caminhantes passam a poder percorrer “de forma independente e em segurança”, revelou no sábado a Associação Rota Vicentina, promotora da iniciativa.

O sítio do projeto na Internet, onde se encontram, entre outras informações, as coordenadas GPS dos percursos e uma ferramenta que permite consultar quais os serviços mais próximos do local escolhido para caminhar, já está atualizado, foi também indicado.

Os responsáveis aconselharam, no entanto, a que estes caminhos comecem a ser desbravados apenas a partir de setembro, uma vez que os meses de maior calor não são os mais indicados para andar a pé no exterior.

Além disso, alertaram, nesta altura, que corresponde à época alta, “os serviços turísticos estão mais absorvidos e menos disponíveis para algumas das necessidades específicas dos caminhantes”.

A Rota Vicentina foi criada com a intenção de promover a região como destino de turismo de natureza, uma forma de combater a forte sazonalidade, muito relacionada com a procura de férias de “sol e mar”.

Por ocasião do primeiro aniversário do projeto, a coordenadora, Marta Cabral, disse à agência Lusa que o objetivo estava a ser cumprido e revelou que “grande parte” das empresas locais sentiu benefícios na faturação, nas épocas média e baixa, que chegaram aos 40%.

Inicialmente, o projeto foi dinamizado pela Casas Brancas, uma associação com sede em Odemira que reúne empresários da área do turismo da costa alentejana e do barlavento algarvio, com o apoio da associação algarvia Almargem e entidades públicas, entre as quais autarquias.

Há cerca de oito meses, o projeto ‘abriu-se’ a empresas externas à Casas Brancas e conseguiu formar uma “rede” de cerca de 100 parceiros, que deu origem, recentemente, à Associação Rota Vicentina, presidida por Marta Cabral.

Esta nova organização “herdou” a responsabilidade de continuar a promover a Rota Vicentina, cabendo-lhe também monitorizar e assegurar a manutenção dos percursos.

Fomentar parcerias entre os envolvidos, apoiar projetos comerciais e desenvolver iniciativas de sensibilização junto da população, de empresas e de instituições são outras das missões da associação.

Desde a sua génese, a Rota Vicentina recebeu três prémios relacionados com o turismo e as viagens, um dos quais britânico, tendo o filme promocional do projeto obtido quatro distinções, todas internacionais.


Lusa

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