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“O impacto do cancelamento é de cerca de 20 mil lugares neste inverno. Agora, essa avaliação não pode ser feita de forma isolada, temos de comparar com os 500 mil lugares que as nove rotas da easyJet e as 18 novas rotas da Ryanair vêm disponibilizar ao Algarve”, disse Bernardo Trindade, em declarações à Lusa.

“Significa que o Algarve nunca teve tanta capacidade disponível no inverno como vai ter no inverno 2010/2011”, acrescentou.

Com a capacidade “assegurada”, sublinhou o governante, é agora necessário que os empresários do setor turístico promovam todas as suas ações próximo dos aeroportos com ligações diretas à região portuguesa.

Segundo o jornal Público, a TUI e a Thomas Cook, dois grandes operadores turísticos responsáveis pela vinda de milhares de britânicos, irlandeses e escandinavos, cancelaram pela primeira vez as operações para a época baixa no Algarve, apontando a falta de competitividade da zona face a outros destinos.

Sobre este argumento, Bernardo Trindade referiu que não existe problema de competitividade isolado, já que, em simultâneo, destinos como o Egipto ou a Turquia têm vindo a “verticalizar operações”.

A Thomas Cook, "muito recentemente, adquiriu o maior operador turco. Significa que está perante uma capacidade limitada em termos de transporte aéreo, a canalizar a sua atenção para locais onde tem uma maior exposição”, explicou.

Nesse cenário, disse, Portugal tem de criar alternativas, nomeadamente nos mercados emissores de onde são provenientes as rotas da easyJet e da Ryanair.

Face à decisão da Thomas Cook de pagar menos cinco por cento da faturação dos meses de agosto e setembro, Bernardo Trindade disse ter instruído o Turismo de Portugal para demonstrar junto do operador o “desagrado do Governo português e restantes autoridades”.

A questão "está a ser acompanhada”, garantiu.

Lusa

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