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São Brás de Alportel integra Rota Omíada para desenvolver turismo

S_bras_alportel_rota_omiadaA Câmara de São Brás de Alportel tornou-se ontem no segundo município algarvio a associar-se formalmente à Rota Omíada, depois de Alcoutim, comprometendo-se a desenvolver ações para dinamizar a rota turística internacional.

O Algarve é a única região do país a integrar a rota, que abrange, além de Portugal, a Espanha, a Itália, a Tunísia, o Egito, a Jordânia e o Líbano e que divulga o património edificado durante o califado Omíada, entre os séculos VIII e XI, mas também as tradições herdadas desse período e que ainda hoje persistem.

Em declarações à Lusa, o presidente do município afirmou que o desenvolvimento da rota naquele concelho do interior algarvio é uma oportunidade para promover o turismo, que nos últimos anos tem aumentado em São Brás de Alportel, por via do aumento da capacidade de alojamento e também do número de turistas que procuram a natureza.

“Nos últimos anos temos notado um aumento bastante significativo do turismo, através também da Rota da Cortiça”, referiu Vítor Guerreiro, observando que o concelho é cada vez mais procurado por turistas que gostam de fazer caminhadas e desporto na natureza.

No caso da rota Omíada, o objetivo é dar a conhecer o património edificado, os percursos pedestres, os costumes e a doçaria e gastronomia, presentes em São Brás de Alportel e que remetem para o período islâmico.

Segundo a diretora regional de Cultura do Algarve, na região, apesar de existirem monumentos dessa época, o desenvolvimento da rota está mais relacionado com a dinamização do património imaterial que ainda hoje persiste e que inclui as lendas, os nomes das pessoas e das ruas, a organização do espaço urbano, os costumes e a tecnologia agrária, entre outros.

“No Algarve, a presença da dinastia Omíada não é tão visível como na Andaluzia, por exemplo, uma vez que Córdoba era a capital do califado, mas foi na região algarvia que a presença muçulmana se prolongou por mais tempo”, explicou Alexandra Gonçalves à Lusa.

A responsável observou que todo esse período está na base da matriz cultural algarvia, embora nem sempre “de uma forma explícita”.

Alcoutim, Aljezur, Cacela-Velha, Estoi, Silves, Tavira, Vila Real de Santo António, Alvor, Faro, Vilamoura, Cabo de São Vicente, Monchique e São Brás de Alportel já constam no mapa da rota, que abrange 13 dos 16 municípios algarvios.

Um dos objetivos da rota é contrariar a sazonalidade, já que este tipo de turismo é mais forte na época baixa e intermédia, assim como promover o interior da região, cativando turistas que valorizam a herança cultural e histórica e que querem viver experiências.

A Rota Omíada inclui informação e sinalética que deverá começar a ser colocada em 2016, estando igualmente a ser preparado um guia para distribuir aos turistas, com propostas de pontos de interesse e atividades.

O presidente da Câmara de São Brás de Alportel assinou ontem uma carta de compromisso, no âmbito do Projeto Umayyad, com o presidente da Região de Turismo do Algarve, Desidério Silva, e a diretora regional de Cultura, Alexandra Gonçalves.

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