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Antes da celebração, houve uma pequena cerimónia de abertura onde foi descerrada uma placa comemorativa da reabertura da Sé.

Aí Dália Paulo, directora regional de Cultura do Algarve, tomando a palavra afirmou que a pessoa fundamental para conseguir os apoios para a viabilidade financeira das obras que ocorreram, foi a Maria Cavaco Silva, esposa do Presidente da República. Os apoios conseguidos junto do empresário Vasco Pereira Coutinho ou da Fundação Aga Khan, que entregou ao Ministério da Cultura, para a referida obra, uma contribuição de 100 mil euros, conjuntamente com os apoios vindos da Região de Turismo do Algarve e da própria Câmara Municipal de Silves entre outros, foram essenciais para fazer face ao custo total da obra que rondou os 400 mil euros.

Na parte final do seu discurso Dália Paulo apresentou o projecto Rota das Catedrais, uma parceria entre o Ministério da Cultura e a Conferência Episcopal Portuguesa, referindo que no Algarve fazem parte deste projecto a Sé de Silves e a Sé Catedral de Faro. Esse projecto visa a promoção de uma série de iniciativas culturais, cuja reabertura da referida Sé é apenas o seu início.

Ainda nesta cerimónia, antecedente da celebração religiosa, a presidente da Câmara Municipal de Silves, Isabel Soares, tomou a palavra, congratulando-se pela reabertura da Sé da sua cidade. Mostrando-se emocionada, destacou o empenho e a dedicação do padre Carlos Aquino, realçando “o seu magnífico trabalho no desenho do altar e ambão, ficando, por isso, para sempre ligado a Sé de Silves”.

Eucaristia marcada pela bênção do novo ambão e altar

O momento central de todas as acções marcadas para celebrar a reabertura da Sé de Silves, foi, como não podia deixar de ser, a celebração eucarística presidida pelo Bispo da Diocese do Algarve, D. Manuel Neto Quintas, contando igualmente com a presença do vigário-geral, padre Firmino Dinis Ferro.

As palavras iniciais proferidas pelo pároco de Silves, padre Carlos Aquino, foram marcadas por uma natural emoção. O referido presbítero referiu que “este templo reúne a família do Povo de Deus, e que por isso é uma expressão da relação de Deus com uma comunidade, exprimindo, por isso, a identidade e a cultura desta comunidade”. Em nome da comunidade cristã de Silves afirmou, perante os presentes, que esta mesma comunidade, quer que “este espaço seja um espaço mistagógico, onde aprendamos a ser cristãos, a ser família, a ser educados na Fé, pela Palavra da verdade, pela oração silenciosa e contemplativa, e acima de tudo pela celebração memorial da Páscoa do Senhor. Só assim, daremos a esta casa a sua verdadeira identidade, fazendo memória viva do Deus presente”.

De seguida, D. Manuel Neto Quintas, começou por convidar a todos “a terem presente na sua oração o rosto de todos aqueles que contribuíram para que este dia chegasse”. Já na homilia, fazendo referência à bênção do ambão, referiu que a escuta da Palavra marca a identidade de um povo. “O Povo de Deus permaneceu reunido à volta da Palavra de Deus”. Posteriormente, já na fase culminar da sua reflexão, afirmou que “o verdadeiro templo são os crentes”, sendo este “o espaço aonde podemos encontrar Deus”, uma vez que “a arquitectura desta Igreja aponta-nos para o céu”.

A celebração eucarística de sábado prosseguiu com a bênção do altar e a consequente oração eucarística.
No domingo a comunidade paroquial de Silves tal como estava previsto celebrou a Eucaristia às 11h, seguindo-se almoço partilhado e um concerto de música sacra, às 21h, pelo coral da Filarmónica de Silves. 

Novo altar e novo ambão desenhados pelo próprio pároco

A concepção e o desenho do novo altar e do novo ambão da Sé de Silves são obra do padre Carlos Aquino, pároco de Silves.

O altar [foto 9] é composto por três colunas, uma central onde está desenhado um Cordeiro Pascal, que é ladeado, nas outras colunas, pelo Alfa e pelo Ómega.

O ambão [foto 10], desenhado numa peça única de madeira, tem na parte frontal um único desenho onde estão representados os símbolos dos quatro evangelistas (leão, touro, águia e homem).

Miguel Neto

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