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Secretaria_estado_cultura_visita_algarveA sazonalidade turística e questões orçamentais foram alguns dos desafios que os agentes culturais algarvios revelaram à secretária de Estado da Cultura, Isabel Botelho Leal, que terminou hoje um périplo por equipamentos culturais do distrito de Faro.

A questão orçamental e uma preocupação dos agentes culturais, relativamente à abertura de concursos da Direção Geral de Artes, são preocupações que a secretária de Estado disse à Lusa levar consigo com o propósito de abrir os concursos “o mais depressa possível”.

Isabel Botelho Leal disse ainda que a sazonalidade é um facto e um desafio que obriga à busca de soluções.

“Independentemente da sazonalidade, eu acredito que a população residente tem uma aptidão e uma vontade de assistir a espetáculos e concertos, pelo que se deve procurar assegurar uma programação contínua e constante durante todo o ano”, afirmou.

A diretora Regional de Cultura do Algarve, Alexandra Gonçalves, defende que a cultura e o património devem ser encarados como eixo importante para o desenvolvimento regional e disse existir “vontade de tentar colmatar a sazonalidade também com propostas de dinamização cultural”.

Alexandra Gonçalves disse estar focada na busca de uma “fórmula que nos permita, em conjunto, trabalhar o Algarve fora da época alta, mas também temos de ter a preocupação com as comunidades residentes e de fazer uma programação regular ao longo de todo o ano e continuar a formar público”.

Isabel Botelho Leal disse à Lusa que esta visita se inclui num périplo nacional que tem vindo a realizar, desde janeiro, com o objetivo de conhecer as diferentes realidades regionais, no âmbito da cultura, assim como o contexto de produção artística de âmbito local e regional.

A ronda pelo distrito de Faro incluiu visitas a equipamentos culturais com características e dimensões diversas, nomeadamente o Teatro Lethes, em Faro, o Teatro Municipal de Faro, o Teatro Municipal de Portimão, o Teatro Mascarenhas Gregório, em Silves, e o Centro de Congressos do Arade, em Lagoa.

“Levo um grande conforto pelo trabalho fantástico que as pessoas estão a fazer, muitas vezes com algumas dificuldades, mas com um amor muito grande à camisola”, observou.

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