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A introdução a este encontro foi feita pela engenheira Paula Teles, presidente do Instituto de Cidades e Vilas com Mobilidade e coordenadora da Rota Acessível de Portimão, que se encontra quase concluída e visa eliminar as barreiras arquitectónicas existentes no centro administrativo da cidade, permitindo uma melhor circulação a pessoas portadoras de deficiência motora ou com outros graus de dificuldade de movimentos.

Precursora a nível nacional e uma das primeiras na Europa, a Rota Acessível de Portimão apresenta um percurso contínuo com cerca de 6 km, desobstruído e devidamente sinalizado, num investimento autárquico de 300 mil euros.

Na sua intervenção, Idália Moniz elogiou o pioneirismo de Portimão nesta matéria, defendendo que “verdadeira liberdade é quando as cidades acabam com os obstáculos e todos podem ir à escola”, uma ideia forte facilmente entendida pelos presentes.

Depois de chamar a atenção para os direitos das pessoas com deficiência, a responsável governamental pediu às crianças que “falem a toda a gente das barreiras arquitectónicas e urbanísticas, a começar lá em casa, junto dos vossos pais, porque é muito importante que se construa um mundo cada vez melhor e destinado a todos, e isso só se consegue se estivermos devidamente sensibilizados”.

Para o presidente da Câmara Municipal de Portimão, Manuel da Luz, “faz todo o sentido esta forte aposta do Município na inclusão social, porque as pessoas, sem quaisquer excepções, têm o mesmo direito a serem felizes, vivendo a vida na sua plenitude”.

De referir que o Agrupamento Vertical de Escolas Major David Neto possui um serviço especializado de apoio educativo e tem em desenvolvimento um plano de melhoria dos equipamentos, nomeadamente com levantamento de acessibilidades e sinalética em Braille, contando nos seus quadros com alguns professores de educação especial, enquanto outros têm formação de base na área da inclusão das crianças portadoras de deficiência.

Os jovens estudantes, do 1º ao 4º ano de escolaridade, convivem diariamente com cerca de duas dezenas de colegas com diversos problemas, da visão à audição, passando por autismo, mobilidade grave ou outras dificuldades de aprendizagem.

No final da sessão desta manhã, as crianças receberam exemplares do “Livrinho de Pintar”, edição com actividades didácticas que posteriormente será oferecida a todos os alunos do 1º Ciclo dos vários agrupamentos do município.

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