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Segundo disse ontem à agência Lusa a diretora do Centro Regional de Segurança Social, Ofélia Ramos, são mais 585 do que eram disponibilizadas até agora.

Vinte destas cantinas sociais pertencem à Igreja Católica, que assegurarão a disponibilização de 1300 refeições, sobretudo, a idosos com baixos rendimentos, famílias expostas ao fenómeno do desemprego e famílias com filhos a cargo, pessoas com deficiência e pessoas com dificuldades em ingressar no mercado de trabalho, conforme anunciou Ofélia Ramos no passado dia 24 de junho.

Esta iniciativa insere-se no âmbito do Programa de Emergência Alimentar (PEA) e os últimos nove protocolos com instituições de solidariedade social – que estabelecem o fornecimento de 65 refeições diárias – foram ontem assinados, na sede da Segurança Social em Faro, numa cerimónia presidida pelo secretário de Estado da Segurança Social, Marco António Costa. Os restantes 26 acordos já tinham sido assinados no passado dia 1 de junho.

Em declarações à Lusa, Marco António Costa enfatizou que as refeições “serão entregues às pessoas em suas casas”, o que significa que a resposta social para este problema “será discreta, sem que haja necessidade de as pessoas se exporem socialmente”.

O governante refutou que essa confidencialidade signifique um incentivo à pobreza envergonhada e, no seu discurso durante a cerimónia de assinatura dos protocolos, recusou que o PEA seja “uma nova versão da sopa dos pobres”.

No todo nacional, Marco António Costa adiantou que as 900 cantinas sociais previstas estarão a funcionar até ao final de setembro, permitindo a distribuição de cerca de 100 mil refeições a pessoas e famílias carenciadas, a maior parte delas ao domicílio.

O secretário de Estado, que à tarde visitou ainda o lar de crianças e jovens da Obra de Nossa Senhora das Candeias, em Olhão, destacou também a rapidez da resposta, já que até ao início de junho estavam protocoladas apenas 220 cantinas e em fins setembro a rede deverá estar a funcionar em pleno.

A nível nacional, o PEA representa um esforço financeiro de 50 milhões de euros, recordou o membro do Governo, enfatizando a propósito que a implementação do programa não implica investimentos em edifícios ou cozinhas, pois o PEA limita-se a aproveitar e maximizar as infraestruturas que já existem.

Uma fonte do Centro Regional de Segurança Social de Faro explicou à FOLHA DO DOMINGO que as instituições foram escolhidas por uma comissão nacional que teve em conta que haja pelo menos uma cantina em cada um dos 16 concelhos da região, sendo que, “nos concelhos onde há mais carências, haverá mais de uma cantina”.

No Algarve, as instituições escolhidas foram a Associação Cultural e Recreativa Alvorense 1º Dezembro, a Associação Humanitária de São Marcos da Serra, a Associação Social e Cultural de Almancil (ASCA), a Casa do Povo de São Bartolomeu de Messines, o Centro Cultural e Social da Paróquia de Santa Bárbara de Nexe, o Centro Cultural e Social da Paróquia de São Martinho de Estoi, o Centro de Assistência Social Lucinda Anino dos Santos (CASLAS), o Centro Paroquial de Martim Longo, o Centro Popular de Lagoa, o Centro Social e Paroquial de Santa Maria de Tavira, o Centro Social Espaço Aberto de Pêra, a Cooperativa de Reeducação e Apoio à Criança Excepcional de Portimão (CRACEP), a COOPPOFA – Cooperativa de Consumo Popular de Faro, as delegações da Fuseta e de Olhão da Cruz Vermelha Portuguesa, a Fundação António Aleixo, a Fundação António Silva Leal, o Instituto D. Francisco Gomes (Casa dos Rapazes), a Junta Diocesana de Faro – Protecção à Rapariga e as Santas Casas da Misericórdia de Albufeira, Alcantarilha, Aljezur, Alvor, Castro Marim, Estômbar, Faro, Lagos, Loulé, Moncarapacho, Monchique, Portimão, São Brás de Alportel, Tavira, Vila do Bispo e Vila Real de Santo António.

Redação com Lusa
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