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Segundo o governante, durante muitos anos os sucessivos governos motivaram as empresas a construir "cada vez mais", o que resultou num excesso de oferta de construção e levou as empresas, sobretudo da área de hotelaria, a terem de baixar os preços.

"As receitas no turismo crescem, o número de dormidas cresce, o número de turistas cresce e aquilo que desce são os proveitos da hotelaria, precisamente porque, com o excesso de oferta que há e com a concorrência, os preços tiveram de baixar", afirmou Adolfo Mesquita Nunes aos jornalistas, à margem da apresentação do programa Formação Algarve.

À margem da cerimónia, em que participou também o secretário de Estado do Emprego, Pedro Roque, o secretário de Estado do Turismo assegurou que, enquanto for titular daquela pasta, os apoios para a construção serão redirecionados para a requalificação e não para mais construção.

Aquele responsável frisou que o crescimento do turismo internacional tem conseguido compensar as quebras do turismo interno, o que significa que há um crescimento dos mercados emissores e mais turistas por ano.

A segunda edição do programa Formação Algarve contempla um investimento de dois milhões de euros destinado a ações de formação profissional para desempregados na época baixa e ao apoio à renovação ou conversão de contratos de trabalho a termo.

O objetivo é que o programa possa abranger entre duas a cinco mil pessoas, sobretudo na área da hotelaria, mas também em outras áreas, como a construção civil ou o comércio.

Podem candidatar-se ao programa todos os trabalhadores cujo contrato de trabalho termine entre 01 de setembro e 30 de novembro de 2013.

As ações de formação em contexto de trabalho decorrem entre 01 de novembro de 2013 e 31 de maio de 2014.

Lusa

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