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As obras de ampliação da Igreja de Montenegro foram visitadas pelo Secretário de Estado da Descentralização e Administração Local, Jorge Botelho, pelo Presidente da Câmara Municipal de Faro, Rogério Bacalhau e pelo Presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve (CCDR) no passado dia 6 de março. A visita, guiada pelo Pároco, Cónego César Chantre, permitiu ver no local a evolução dos trabalhos, que começaram no início de 2021.
«A Paróquia de Montenegro fez uma candidatura» para a «remodelação da Igreja e uma igreja numa zona habitacional como esta faz todo o sentido», disse na ocasião Jorge Botelho. Referia-se a uma candidatura apresentada em 2019 pela Paróquia ao Programa Equipamentos – Subprograma 2. «É um equipamento importante nas comunidades, por isso foi aprovado», explicou o Secretario de Estado, acrescentando que «no ano passado só foram aprovados dois projetos: este e outro na Lourinhã».
A ampliação do templo terá quatro fases e «a Paróquia candidatou-se à 1ª fase», explica César Chantre, «sendo o orçamento de €184.000» e «tendo o Município de Faro comparticipado com €50.000». A Paróquia tem a obrigação «de arranjar o restante, o que não está a ser fácil, como se compreende», salienta o sacerdote, reforçando que a comunidade de Montenegro «é francamente pobre», mas que a obra é absolutamente necessária, dado que «a atual capela que serve de igreja paroquial, cumprindo as restrições da pandemia, não pode levar mais do que 23 pessoas. Ora, só na catequese, temos cerca de 200 participantes crianças».
A autarquia liderada por Rogério Bacalhau assumiu, por sua vez, «a coresponsabilidade da construção das capelas mortuárias, previstas na 4ª fase, pois a 3ª fase será o corpo central da igreja», cujos custos ainda não se sabem, explica o Pároco, reforçando a inexistência de um espaço próprio para velar os mortos nestas freguesia: «Numa terra que se está a desenvolver rapidamente, onde há um aeroporto internacional, uma universidade, um hospital e não haver, ainda, capelas mortuárias, é um desafio tremendo para o Município e uma questão social».
O Presidente da Câmara Municipal de Faro assumiu que «o Montenegro cresceu muito nos últimos 20 anos, mas foi crescendo como dormitório e agora é preciso infraestruturar a zona», esclarecendo que, para além de diversas obras de melhoramentos em arruamentos da freguesia que estão em curso, «os serviços da autarquia estão em processo de análise para uma posterior decisão sobre a melhor solução de planeamento a realizar nesta área», que contemplará, obrigatoriamente, «uma praça, um espaço amplo de convívio comunitário», cujo local «já está identificado».
A visita permitiu que a comitiva (que integrava também o Vice-Presidente da CCDR, António Pacheco, a Presidente da Junta de Freguesia de Montenegro, Virgínia Alpestana e o Arquiteto Rogério Inácio) pudesse acompanhar in loco o desenvolvimento dos trabalhos, que nesta primeira fase se concentram na nave esquerda do templo, abrangendo, ainda «a zona da Sacristia, casas de banho e parte da Assembleia», conforme descreveu à Folha do Domingo o Pároco. «Pudemos ver a dinâmica dos trabalhos e, na prática, permitiu-nos ver como o dinheiro da candidatura está a ser aplicado numa obra concreta», reforçou Jorge Botelho, considerando esse um facto «importante», porque quando as candidaturas são aprovadas «é para que as obras comecem logo». Mais ainda, reforça o governante, quando existe uma sinergia entre diversas instituições do «Estado (através do Ministério da Modernização Administrativa e a Secretaria de Estado da Administração Local), a Câmara Municipal de Faro e a Paróquia de Montenegro».
César Chantre disse, ainda que «a obra está a decorrer dentro dos prazos previstos e existe a previsão de terminar (a primeira fase) até ao início do verão deste ano de 2021».

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