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Localizada num edifício no Largo da Igreja, onde já funcionavam outras valências sociais, nomeadamente o Centro Comunitário, e que foi alvo de obras de reabilitação, esta Creche tem capacidade para acolher 33 crianças, com idades compreendidas entre os 3 anos e os 36 meses.
Trata-se de um investimento que rondou os 300 mil euros, suportados em 40% pela Segurança Social, no âmbito do Programa PARES – Programa de Alargamento da Rede de Equipamentos Sociais, 40% pela Câmara Municipal de Loulé e 20% pela Associação Social e Cultural da Tôr. A candidatura aprovada incluiu também a aquisição de um equipamento necessário ao funcionamento da creche. Por outro lado, a Segurança Social, ao abrigo do PARES, assegurará a comparticipação financeira para o seu funcionamento, o que constituirá também um apoio ás famílias, segundo nota de imprensa da Câmara Municipal de Loulé.
Segundo Jorge Renda, presidente da Associação Social e Cultural da Tôr, a par do «investimento nas pessoas e no apoio ás famílias», esta creche constitui também «uma aposta no interior, na criação de emprego, no incentivo á fixação das pessoas e um atrativo para a residência de novas famílias; é um passo importante no combate ás desigualdades socioeconómicas e na promoção da igualdade de género». Considerando «a sua centralidade geográfica e as boas acessibilidades, este equipamento será um importante apoio para os pais que têm de se deslocar diariamente ao litoral para trabalhar e que podem agora deixar as suas crianças a profissionais qualificados».

Esta valência permitiu ampliar as respostas sociais dadas pela Associação Social e Cultural da Tôr á população da freguesia, que até ao momento consisitiam no Centro Comunitário e Serviço de Apoio Domiciliário. Para breve está a inauguração o edifício do Lar de Idosos e Serviço de Apoio Domiciliário, um espaço com 19 quartos simples e 19 quartos duplos, com capacidade total para 57 utentes, destinando-se ainda, na componente de apoio domiciliário, a 40 novos utentes, assegurando assim a permanência dos idosos na sua residência com o devido suporte técnico e institucional.

Secretaria de Estado cria Rede Local de Intervenção Social

«Este é um dos equipamentos que vai muito mais além da obra física, tem mais impacto económico e social numa freguesia como a Tôr, é uma forma de reforçar a coesão social e combater a desertificação, é um convite para as pessoas viverem não só no litoral como no interior do concelho de Loulé», considerou Seruca Emídio, presidente da Câmara Municipal de Loulé.
Num momento de dificuldades socioeconómicas, o edil falou do aumento de pedidos de ajuda na área social e das respostas da autarquia. O investimento feito rondou os 5 milhões de euros, e «torna Loulé num exemplo ao nível da rede de lares e creches em todo o país. Hoje podemo-nos orgulhar de ter em todas as sedes de freguesia lares e creches para a população. Este investimento só foi possível porque o concelho produzia riqueza. Felizmente que o fizémos enquanto foi possível», sublinhou Seruca Emídio.
No seu discurso, o Secretário de Estado da Solidariedade e Segurança Social, frisou o importante papel que instituições «hoje no nosso território temos muitas assimetrias, falta de coesão territorial que nos leva também a uma falta de coesão social. No período de ’vacas gordas’ que vivemos, o Estado, em vez de olhar para os territórios e comunidades e ver que aí é que estão as melhores respostas, muitas vezes quis substituir estas instituições de caráter social, fazendo ele próprio as suas obras, criando ao lado instituições exatamente idênticas ás que existiam no terreno», considerou em tom crítico. “Chegou o momento do Estado passar a confiar nas instituições do setor social e entregar-lhes uma parte importante das coisas que o Estado faz, de forma melhor e custando menos”, acrescentou.
Nesse âmbito, este responsável anunciou a criação da Rede Local de Intervenção Social, criada na passada semana ao abrigo de um despacho da Secretaria de Estado, cujo objetivo é permitir que o Estado delegue, quer nas autarquias, quer nas instituições de solidariedade social, áreas que até agora eram da ação direta da administração central. «Não faz sentido que seja a administração central a decidir porque não conhece a realidade do quotidiano», rematou Agostinho Branquinho.

Lúcia Costa

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