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Em declarações à margem da participação no seminário "A Floresta Portuguesa no Combate à Desertificação", realizado em Alcoutim, Rui Barreiro reconheceu que não se pode tratar a localidade algarvia, uma das mais afetadas pela desertificação e envelhecimento da população, da mesma forma que se trata Albufeira".

"Não podemos ter as mesma regras nestes dois tipos de territórios porque são completamente diferenciados", acrescentou Rui Barreiro, que defendeu a regionalização como forma de encontrar mecanismos que pudessem ajudar a resolver localmente essas questões.

O governante disse ainda estar disponível para colaborar na revisão de alguns mecanismos de ordenamento do território, nomeadamente a Reserva Ecológica Nacional (REN) e a Reserva Agrícola Nacional (RAN) que, segundo o presidente da Câmara de Alcoutim, Francisco Amaral, têm travado o desenvolvimento económico e social.

Rui Barreiro disse não concordar que estes mecanismos sejam "empecilhos" ao desenvolvimento, mas reconheceu que "há um ordenamento jurídico que pode ser melhorado, repensado".

"Neste momento já há possibilidades de haver iniciativas por parte das autarquias que ultrapassam alguns dos problemas que existiam", afirmou, frisando que "noutros países mais evoluídos da Europa o Ordenamento do Território continua a ter importância no desenvolvimento sustentável".

"A conservação da água e dos solos é muito importante, a fixação das populações importantíssima, a recuperação das áreas degradas é importante. Temos que sensibilizar as populações, mesmo as do Litoral, para estas questões. E depois há luta contra a pobreza e a integração das políticas de combate a desertificação nas políticas de desenvolvimento económico e sociais, que são essenciais", frisou.

Relativamente ao seminário, Rui Barreiro disse que seria o lançamento de uma reflexão para ajudar a definir estratégias de combate à desertificação de forma integrada e deu como exemplos algumas áreas, como a cinegética.

Lusa

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