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“Estou convencido que se não for no primeiro trimestre, no segundo trimestre de 2010, poderemos começar a notar alguma reacção positiva”, declarou o presidente da APAVT, João Passos, sublinhando, no entanto, que não se sabe bem o que é que se vai encontrar no “pós-crise”, por se estar a sentir uma “crise estrutural em que tudo abanou”.

À margem da sessão de abertura do 35º Congresso Nacional da APAVT, que está a decorrer em Vilamoura até ao próximo sábado, João Passos afirmou também que é impensável a existência de mais impostos para o sector.

Questionado pelos jornalistas à margem do congresso, João Passos acredita que não vão existir mais aumentos de impostos para já no Turismo.

“Para nós não pode haver mais impostos. Se formos mais taxados ou começamos a perder ou aumentamos o fosso para a nossa concorrência”, declarou, recordando que, por exemplo, na vizinha Espanha o IVA é mais baixo e não há harmonização fiscal.

Sobre o aumento do desemprego com a crise económica, o presidente da APAVT reconhece que houve alguma racionalização, com o encerramento de algumas lojas, por exemplo, mas nega que a indústria do turismo tenha sofrido desse fenómeno.

João Passos recordou que o turismo por ser uma actividade transversal “sofre logo com a crise, mas também recupera e muito mais rapidamente em relação a todas as outras indústrias”.

O mesmo responsável acrescentou que durante o congresso vão demonstrar ao Governo as preocupações da APAVT sobre a indústria do Turismo, nomeadamente os problemas fiscais e de legislação, mas também sobre o sistema contributivo.

O 35º Congresso Nacional da APAVT termina sábado com a presença do ministro da Economia, Vieira da Silva, na sessão de encerramento, marcada para as 19:00.

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