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Foto © Samuel Mendonça
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O bispo do Algarve procedeu no passado dia 28 de outubro à bênção da sede da União Regional das Instituições Particulares de Solidariedade Social (URIPSS) do Algarve na rua Conselheiro Sebastião Teles em Faro.

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Na inauguração da sede daquela organização, D. Manuel Quintas manifestou a sua “alegria” pelo acontecimento e considerou as novas instalações como “algo que era necessário”. “Já se fazia mesmo sem a sede, mas agora vai-se fazer certamente melhor”, afirmou, considerando que “se já se faz muito bem, é preciso fazer ainda melhor e alargar ainda mais o bem que se faz”. “Estamos ainda longe de atingir a assistência necessária em todos estes domínios de carência humana”, acrescentou o prelado, desejando que aquela bênção seja um “reconhecimento” e ao mesmo tempo um “estímulo” para todos os que estão à frente daquelas instituições.

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O presidente da direção da URIPSS Algarve explicou que aquela organização presente em Lagos desde 2003 conseguiu agora sedear-se em Faro. “Estão assim reunidas as condições para que a URIPSS Algarve possa viver agora na mesma cidade que todos os serviços descentrados do Estado para puder [com eles] dialogar com maior rapidez”, afirmou.

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José António Carreiro acrescentou que aquele será também um “espaço do conhecimento” em que serão realizados seminários e feita formação para dar competências aos dirigentes, técnicos e outro pessoal das IPSS. Aquele dirigente considerou que os “novos desafios” que se colocam àquelas instituições implicam a cooperação com o Ministério do Trabalho, Solidariedade e Solidariedade Social, o Ministério da Saúde, o Ministério da Educação e com a Secretaria de Estado das Autarquias Locais. “Estaremos sempre disponíveis para encontrar soluções”, garantiu, referindo-se concretamente à colaboração com a Segurança Social, lembrando que “as IPSS não podem ter apontadas sobre si as «espadas» do funcionalismo público”. Embora reconhecendo que aquelas instituições prestam um serviço público, destacou que se tratam de instituições particulares de solidariedade social. “Não abdicamos deste princípio”, destacou.

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José Carreiro garantiu ainda ao bispo do Algarve que os centros paroquiais encontram na URIPSS Algarve “uma organização que os apoia e os defende” e advertiu os muitos responsáveis das instituições algarvias presentes que “há trabalho a fazer numa perspetiva de parceria e não de concorrência”.

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José Carreiro, presidente da direção da URIPSS Algarve – Foto © Samuel Mendonça

Em representação do presidente da Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade (CNIS), o padre Lino Maia, Macário Correia, membro da direção daquela organização lembrou que Portugal “tem quase 90% das IPSS associadas”, mas lamentou que o Algarve esteja “longe disso”. “Significa que há aqui uma margem de crescimento muito grande para que esta casa cresça do ponto de vista dos afetos, da comunhão de esforços, daquilo que é uma corrente de confluências que aqui tem de se concentrar para que uma união, que é abrangente na designação mas ainda pequena na dimensão, possa crescer e abraçar todos aqueles que venham a nós para trabalhar em conjunto, numa corrente forte e solidária a bem da economia social e do interesse público”, acrescentou.

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Aquele dirigente afirmou que “o Algarve tem cerca de 150 IPSS”, sendo que destas “quase 20 são Misericórdias e 130 são associações de outra natureza que incluem casas do povo, centros paroquiais, associações de natureza diversa, fundações e outras instituições de matrizes variadas”. “Damos emprego a mais de 200 mil pessoas pelo país inteiro e desempenhamos esta função de acolher a todos os que precisam, geralmente os refugiados, os deficientes mentais, os que têm paralisias, doenças específicas ou raras, os idosos e todos os desfavorecidos batem à porta das IPSS. E somos nós, desde os confins da serra de Cachopo até aqui à baixa de Faro que acudimos a quem lá está isolado”, acrescentou, lembrando que “há gente por esse Algarve que o único contacto que tem com o mundo é com as duas funcionárias do apoio domiciliário que vão lá duas vezes por dia”.

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“Os nossos lares não fecham, não têm fins-de-semana nem feriados e o nosso pessoal está lá. Acolhemos tudo e todos e nunca dizemos que não, nem perguntamos ao fim do mês quanto é que nos devem”, prosseguiu.

Lina Sequeira, representante do Centro Distrital de Faro do Instituto de Segurança Social Algarve considerou que a nova sede “poderá dar novo crescimento” à URIPSS.

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O presidente da Câmara de Faro disse que o novo espaço “representa a grande vantagem de fazer mais audível a voz das IPSS”. “Tenho a plena convicção que, em particular nos últimos anos em que atravessamos uma crise gravíssima, as coisas só não foram piores porque as IPSS estavam no campo”, afirmou Rogério Bacalhau, lembrando que aquelas instituições “substituem-se muitas vezes ao Estado na missão de prestar o necessário sustento e apoio a milhares de família e indivíduos que não têm quem lhes valha”.

O autarca deixou ainda um compromisso. “A responsabilidade de estarmos permanentemente atentos para que nada vos falte no exercício da vossa nobre missão”, afirmou.

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A URIPSS é um organismo federador das principais IPSS da região que conta já com cerca de 60 instituições associadas. Entre outros serviços, presta apoio jurídico e administrativo, ajuda nos processos de organização interna, em particular nas candidaturas a financiamentos e fundos comunitários e negoceia com fornecedores melhores condições de abastecimento.

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A nova sede funciona em instalações arrendadas, tendo sido ali investidos cerca de 16 mil euros segundo a URIPSS. A organização teve ainda o apoio da Entrajuda que ofereceu parte do mobiliário.

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