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O mês de maio com pior nível de ocupação de quartos desde 1996, ano do início dos registos e da fundação da AHETA, foi o de 2011, com menos 3,7 por cento do que no mesmo mês de 2012. De acordo com o presidente da associação, Elidérico Viegas, a ligeira retoma face ao ano anterior é atribuída à recuperação do mercado britânico, que compensou as perdas no mercado interno e alemão.

A associação informa ainda que a média de ocupação de todos os meses de maio dos últimos 16 anos foi de 65,2 por cento e que o maio mais “cheio” foi o de 1999, com 80,80 por cento.

O presidente da AHETA lamentou as sucessivas quedas das quotas de alemães que optam pelo Algarve, atribuindo estas quebras aos preços mais apelativos e à proximidade dos países do Adriático, da Turquia e do Norte de África.

De acordo com os dados da AHETA, por zonas geográficas, Portimão/Praia da Rocha (menos 11,4%) e Lagos/Sagres (menos 1,7%) foram as que registaram as maiores descidas entre os meses de maio deste ano e do ano passado.

As principais subidas ocorreram na zona de Carvoeiro/Armação de Pêra (24,4%) e Vilamoura/Quarteira/Quinta do Lago (8,7%). Albufeira, a principal zona turística da região, registou uma subida de 3,3%.

A zona de Vilamoura/Quarteira/Quinta do Lago registou a taxa de ocupação média mais elevada (69,1%), enquanto Lagos/Sagres registou a mais baixa, com 44,6%.

Por categorias, as maiores descidas registaram-se nos aldeamentos e apartamentos turísticos e nos hotéis e aparthotéis de três estrelas. Os hotéis e aparthotéis de quatro estrelas apresentaram as maiores subidas nas ocupações.

O volume de negócios total apresentou uma descida de 1,2% em comparação ao período homólogo de 2011, o que, segundo Elidérico Viegas, evidencia a redução dos preços praticados na hotelaria da região.

Liliana Lourencinho com Lusa

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