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Falando aos jornalistas no final de um conjunto de visitas que fez a unidades de saúde do Algarve hoje e na quarta-feira, António José Seguro destacou que faltam cerca de 100 médicos na região e há 130 mil residentes sem médico de família.

Contudo, reconheceu que a supressão daquelas carências “não se faz de um dia para o outro”, pois “não se carrega num botão e aparecem 100 médicos a correr”.

A nível nacional, António José Seguro acusou o Executivo de não ter uma estratégia para o setor.

“O que há são cortes cegos que se traduzem em maiores dificuldades e inibições nos acessos aos cuidados de saúde”, afirmou, sublinhando que durante o presente roteiro pela Saúde ouviu “relatos dramáticos de pessoas, sem dinheiro para as taxas moderadoras, sem dinheiro para os transportes”.

A queda de 150 mil consultas do Serviço Nacional de Saúde “é bem reveladora de que há portugueses que estão a ser afastados dos cuidados de saúde que deveriam ser garantidos pelo Estado”, disse o líder socialista, acrescentando que “com a saúde dos portugueses não se deve brincar”.

Durante a manhã de hoje, Seguro visitou o Centro de Saúde de Olhão e o Laboratório de Saúde Pública Laura Ayres, em Faro, unidades que considerou “duas marcas dos governos PS” em matéria de resposta às necessidades da população.

“É possível reduzir custos mantendo ou aumentando os cuidados de saúde às populações no âmbito do Serviço Nacional de Saúde”, disse, exemplificando com as Unidades de Saúde Familiares, que “são um caso muito positivo e devem continuar”.

O líder do PS destacou o Laboratório Laura Aires como “um modelo a seguir” na política das análises clínicas e bioquímicas, para reduzir custos, aumentando a escala.

Sublinhou que o Laboratório “ainda pode crescer muito”.

Lusa

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