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Em entrevista à agência Lusa, o comandante da Autoridade Marítima do Sul, Marques Ferreira, informou que durante a época balnear de 2010 – entre 01 de junho e 30 de setembro – foram contabilizadas “duas mortes em praias não vigiadas”, uma no concelho de Aljezur e outro na ilha da Fuzeta.

Em 2009, o Algarve também havia registado duas mortes em praias não vigiadas e nenhuma vítima mortal nas praias vigiadas.

A Autoridade Marítima do Sul contabilizou também, em 2010, quatro mortes na sequência de quedas em falésias.

O número de mortes por quedas em falésias “diminuiu de forma nítida” em relação a 2009, afirmou Marques Ferreira, referindo que a razão é a recente lei que proíbe a pesca noturna no Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina, explicou Marques Ferreira. Só no início de 2009 registaram-se pelo menos cinco vítimas por quedas em falésias, recordou.

Ao longo da época balnear de 2010, a Autoridade Marítima realizou “253 intervenções de salvamento” realizadas pelo dispositivo existente, nomeadamente nadadores salvadores, Polícia Marítima, capitanias e projetos especiais como o “SeaMasters” e “Samsung”, que trouxeram mais meios de transporte equipados com boias para as praias como moto-quatro e “pick up”.

A Autoridade Marítima levantou cerca de “100 contra ordenações para assistência a banhistas” e “três contra ordenações relacionadas com o incumprimento das regras em relação às arribas”, acrescentou ainda o comandante Marques Ferreira.

O responsável considera que o balanço desta época balnear é positivo e que o facto se deve, principalmente, a uma maior “sensibilização de prevenção na área das arribas”.

“Nada disto é por acaso. A preparação da época balnear de 2010 iniciou-se em novembro de 2009 com o envio de ofícios aos concessionários a solicitar o plano integrado de segurança”, acrescenta aquele responsável.

Para a época balnear de 2011, Marques Ferreira promete que vai haver um plano para diminuir o dispositivo, nomeadamente ter um menor número de nadadores salvadores, mas em simultâneo aumentar a segurança com o recurso a mais e melhores meios de comunicação.

Lusa

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