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Segundo Teresa Caeiro, do Departamento de Desenvolvimento Social do ISS, trata-se de um problema “multidimensional” e “complexo” que pode ter origens estruturais (desemprego ou pobreza), institucionais ou pessoais.

A responsável falava hoje durante o encontro “Sem-abrigo: A minha casa é a rua”, promovido pelo Centro Distrital de Segurança Social de Faro e pela Associação “In Loco” no âmbito do Ano Europeu do Combate à Pobreza e à Exclusão Social.

Na abertura do encontro, Priscila Soares, da associação “In Loco”, falou no aumento das chamadas “famílias sanduíche” que, apesar de “tecnicamente” não serem consideradas pobres, vivem atualmente com grandes dificuldades.

No distrito de Faro, mais de 90 por cento dos sem-abrigo são homens, 58 por cento têm entre 30 e 49 anos, sendo a sua fonte de rendimento os subsídios estatais (30 por cento), pensões (17 por cento) ou de arrumar carros (17 por cento).

“Há pessoas que acham que são o lixo da sociedade varrido para um centro para ninguém os ver”, afirmou a responsável, baseando-se em testemunhos de sem-abrigo recolhidos pela Segurança Social.

O mesmo estudo indica ainda que cerca de metade dos sem-abrigo inquiridos em Portugal consideram que os apoios que recebem resolvem apenas parte dos seus principais problemas.

Segundo Teresa Caeiro, as maiores necessidades reclamadas pelos sem-abrigo, que acham que as instituições não resolvem todos os seus problemas, passam pela disponibilização de alojamento e de recursos na área da saúde e emprego.

Os problemas com que as instituições se deparam relativamente aos sem-abrigo são, por seu turno, a dependência de álcool ou drogas, a existência de doenças mentais ou a falta de habitação.

No encontro participaram ainda o diretor do Centro Distrital da Segurança Social de Faro, o presidente do Instituto da Segurança Social, o presidente da Câmara Municipal de Vila Real de Santo António e um responsável da Câmara de Portimão.

Lusa

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