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Sete cidades algarvias acolhem festival de música e dança Al-Mutamid

Sete cidades do Algarve vão acolher o festival Al-Mutamid, entre 25 de janeiro e 23 de fevereiro, evento que apresenta sonoridades que durante séculos inundaram bazares, medinas e palácios da região, então conhecida como Gharb al-Andalus.

O evento de música regressa ao Algarve com cinco espetáculos diferentes, repartidos por sete cidades do distrito de Faro: Lagoa, Vila Real de Santo António, Loulé, Albufeira, Silves, Lagos e Olhão.

A 19.ª edição do festival itinerante, que surgiu no ano 2000, arranca no dia 25 de janeiro com o grupo de música persa Novan Ensemble (Irão), no Convento de São José, em Lagoa, culminando, no dia 23 de fevereiro, com o espetáculo de música e dança oriental El Laff (Marrocos / Espanha), no Auditório Municipal de Olhão.

Em declarações à agência Lusa, João Pedro Vieira, da organização, indicou que o festival apresenta este ano, como novidade, a música persa com o grupo Novan Ensemble, sonoridades que transportam o público ao imaginário das 1001 noites”.

“É uma estreia em território nacional”, frisou o responsável, acrescentando que, “além desta estreia nacional, haverá ainda como novidade a fusão do flamenco com a música árabe, sonoridades que estão muito próximas”.

Segundo João Pedro Vieira, o sucesso para a longevidade do festival itinerante mais antigo do Algarve, que se realiza anualmente há duas décadas consecutivas, “tem sido o apoio do público, que, desde a primeira edição, tem proporcionado salas cheias”.

“É um público cuja maioria é de nacionalidade estrangeira, residentes e pessoas que escolhem a região para passar férias nesta altura do ano, e que acompanham o festival desde o seu início”, sublinhou.

João Pedro Vieira acrescentou que o Al-Mutamid, evento de características únicas na Península Ibérica, dá a conhecer músicas e danças provenientes do Médio Oriente, Magrebe e Mediterrâneo Oriental, e “foi criado com o intuito de colmatar a escassez cultural no Algarve na época baixa”.

A maioria dos grupos integram músicos da Sudão, Marrocos, Espanha e Guiné Conacri, acompanhados em palco por bailarinas.

O festival deve o seu nome ao rei poeta Al-Mutamid, filho e sucessor do rei de Sevilha, que nasceu em Beja em 1040, tendo sido nomeado governador de Silves, a então capital do Algarve, com apenas 12 anos.

O primeiro espetáculo, com o grupo Novan Ensemble, vai apresentar música tradicional persa, no dia 25 de janeiro, no Convento de São José, em Lagoa, e, no dia 26 de janeiro, no Centro Cultural António Aleixo, em Vila Real de Santo António.

O festival prossegue em fevereiro, com músicas das três culturas d’Al-Andalus, pelo grupo Sephardica (Espanha), no dia 08, no Teatro Mascarenhas Gregório, em Silves, e, no dia 09, com sonoridades e danças afro/árabe pelo grupo Muhsilwan, no Cine-Teatro Louletano (Loulé).

Os Tarab Flamenco, que apresentam a fusão de flamenco com a música árabe, atuam no dia 15, no Centro Cultural de Lagos, e no dia 16, no auditório Municipal de Albufeira.

O festival termina a 23 de fevereiro, no Auditório Municipal de Olhão, com os El Laff, grupo que integra músicos de Marrocos e de Espanha, acompanhados por uma bailarina de dança oriental.

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