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“A evolução do setor [da construção] continua a não apresentar sinais animadores” e a “forte e prolongada crise que o setor da construção atravessa tem vindo a afetar todo o país”, lê-se na Análise de Conjuntura de agosto da Associação de Empresas de Construção, Obras Públicas e Serviços (AECOPS).

De acordo com o documento, “os dados disponíveis continuam a demonstrar que as regiões mais a sul são aquelas onde as consequências dessa crise se têm feito sentir com mais acuidade”, sendo o Algarve a região “mais penalizada”.

“De entre as regiões de influência da AECOPS [Algarve, Alentejo, Lisboa e Centro], o Algarve é a que apresenta a estrutura empresarial mais débil, isto é, do total de entidades autorizadas a exercer actividade de construção, apenas 33 por cento é detentora de alvará”, refere a AECOPS.

O aumento do número de desempregados do setor da construção “continua a assumir maior expressão na zona do Algarve, apresentando um crescimento de 48 por cento em finais de junho”, face a uma subida de 22 por cento em termos nacionais.

O número de desempregados da construção aumentou 15,2 por cento no Alentejo, 15,4 por cento em Lisboa e 12,9 por cento no Centro, em termos homólogos, segundo os dados da AECOPS.

Em termos nacionais, refere a associação, “a evolução do setor continua a não apresentar sinais animadores, com quebras acentuadas nos indicadores geralmente utilizados para aferir do desempenho dos diversos segmentos de actividade", como o número de fogos licenciados ou o valor das adjudicações de concursos públicos.

De acordo com a AECOPS, o número de fogos licenciados caiu 13 por cento até maio e o valor das adjudicações de concursos públicos recuou 67 por cento até ao final de junho.

No Algarve, a quebra do número de fogos licenciados ascendeu a 40,5 por cento, em termos homólogos, no Alentejo a 27,7 por cento e em Lisboa a 1,9 por cento.

Na região Centro, o número de novos fogos licenciados aumentou 11,5 por cento em termos homólogos.

No que respeita ao valor das adjudicações de concursos públicos, o Algarve registou uma quebra homóloga de 71,7 por cento, o Alentejo de 67 por cento, Lisboa de 67,6 por cento e o Centro de 38,5 por cento.

A associação aponta como “gerador de expetativas mais favoráveis” para a evolução do setor a médio prazo “o crescimento acentuado do valor das obras públicas lançadas a concurso (mais 128 por cento, em termos homólogos, até junho), com especial relevância para o Alentejo”.

Nesta região a AECOPS destaca as obras a desenvolver “quer no âmbito do projeto do Alqueva, quer ligadas ao Porto de Sines”.

***Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico***

Lusa
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