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Os símbolos da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) visitaram esta tarde os utentes do lar da Santa Casa da Misericórdia de São Brás de Alportel.

Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

Depois de terem passado pelas paróquias de Vila Real de Santo António, Alcoutim, Luz de Tavira, Olhão, Tavira, Altura e Monte Gordo da vigararia de Tavira, a cruz e o ícone de Maria, transmitidos no passado sábado à noite a representantes das paróquias que constituem a vigararia de Faro, chegaram hoje a São Brás de Alportel, depois de terem passado pelas paróquias de Moncarapacho, Fuseta, Quelfes, Olhão e pelo vicariato do Siroco (Olhão).

Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

“Isto vem ajudar-nos a dar mais um passinho para olhar para o futuro com esperança, para ver se conseguimos rapidamente esquecer e ultrapassar estes momentos tão difíceis que todos vivemos. Este acontecimento que permite olhar para a frente e para o futuro e para juventude é importante”, disse ao Folha do Domingo, o provedor da instituição.

Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

Júlio Pereira disse ainda que “acolher estes símbolos que correram o mundo e que já foram acarinhados e apreciados por tantos é um privilégio e um alento” para continuar a trabalhar.

Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

A Santa Casa da Misericórdia de Olhão acolhe mais de 420 utentes no total das valências constituídas pela ERPI – Estrutura Residencial para Idosos, pelos dois Centros de Dia, pelos dois Apoios Domiciliários, pela Creche, pelo Pré-Escolar, pelos ATL, pelos dois projetos recentemente implementados no âmbito da pandemia – ‘ComVIDa’ e ‘+Felicidade’ – para apoiar mais pessoas, pessoas infetadas que ficaram isoladas em casa, famílias que não tinha capacidade de resposta aos seus familiares, e o Museu do Traje Algarvio.

Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

O pároco de São Brás de Alportel manifestou a “alegria” pela visita dos símbolos da JMJ à paróquia terem começado por aquela instituição e considerou que os mesmos trouxeram um “aconchego às pessoas idosas”. “Há dois anos que não nos visitamos por causa do Covid. Peçamos a Nossa Senhora e a Jesus que nos livrem do Covid para que possamos ter esses momentos de proximidade”, pediu o padre António Farias, desejando “que este acolhimento dos símbolos possa reanimar uma adesão maior a Jesus, a Deus e à nossa Mãe do céu”.

Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

Também o padre António de Freitas, um dos responsáveis pela organização do programa da visita nas paróquias da vigararia de Faro, destacou o “momento muito bonito” que considerou estar-se a viver no Algarve. O sacerdote invocou a bênção de Jesus e a proteção de Nossa Senhora sobre todos os presentes, utentes, funcionários, sobre as suas famílias, para que os “ajude no meio das dificuldades”. “Que através destes dois símbolos possamos viver outra vez esta certeza: Deus ama-me, nunca me abandona e está sempre comigo”, afirmou o sacerdote, explicando que aqueles símbolos “são dos jovens” que “não querem guardar só para eles a alegria” de os terem, preferindo partilhá-la “com todos”.

Foto © Samuel Mendonça/Folha do Domingo

No final da visita em que também esteve presente o padre Paulinus Anyabuoke, também pároco de São Brás, os utentes e funcionários da Misericórdia fizeram ainda uma breve oração e a cruz e o ícone seguiram o itinerário previsto com a visita às escolas EB 2,3 e secundária. Partiram depois para a paróquia de Santa Catarina da Fonte do Bispo, confiada aos mesmos sacerdotes, tendo sido recebidos ao final da tarde pelos jovens para um cortejo até à igreja paroquial. Esta noite regressarão a São Brás de Alportel, às 21h, para a concentração, na avenida principal, junto ao Monumento à Liberdade e à Paz, seguindo-se uma caminhada até à igreja matriz, onde decorrerá uma pequena celebração.

Os símbolos da JMJ estão a percorrer o Algarve, segundo um itinerário já divulgado, até ao dia 27 de novembro. Nesse dia serão levados até Mértola, onde serão entregues aos representantes da vizinha Diocese de Beja.

A Cruz da JMJ foi entregue pelo Papa João Paulo II aos jovens em abril de 1984 e marcou o início de uma peregrinação da juventude de todo o mundo; em 2000, o mesmo pontífice confiou aos jovens uma cópia do ícone de Nossa Senhora ‘Maria Salus Populi Romani’.

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