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A simulação da queda de um veículo com os quatro ocupantes para o fundo de uma ravina, após o abatimento da estrada, motivado pela subida das águas de uma ribeira, “provocou” dois mortos e dois feridos graves.

Os “feridos” foram assistidas no local por uma equipa do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) e resgatadas por duas equipas dos bombeiros voluntários de Portimão, que utilizaram material de desencarceramento para retirar os dois “mortos”.

Integrado no exercício “Intempéries 2011”, o simulacro desenrolou-se num cenário de uma “tempestade de grande impacto”, tendo como finalidade testar e exercitar o sistema de socorro em situações de catástrofe no concelho de Portimão.

Segundo o vereador responsável pelo pelouro da Proteção Civil Municipal, o exercício “procurou criar cenários o mais próximo possível da realidade, para aferir das capacidades de resposta” em situações reais.

“Ninguém está preparado para situações de catástrofe e estes exercícios servem para formar os vários meios de socorro, no sentido de minimizar os danos provocados”, destacou Jorge Campos.

O vereador apontou o simulacro com o veículo acidentado pelo abatimento da estrada, como “uma das situações mais prováveis” de ocorrerem, e recordou um acidente semelhante ocorrido “uns metros mais à frente”, quando em 1997, intempéries provocaram inundações em vários concelhos do Algarve.

“São situações de emergência para as quais todos os meios de socorro têm de estar preparados”, destacou Jorge Campos, observando que os dados recolhidos pelas várias forças intervenientes serão analisados “para que se saiba o que correu menos bem e onde é que se pode melhorar”.

O exercício “Intempéries 2011” decorreu num cenário de chuva intensa e vento forte, com o registo de vários danos pessoais e materiais, inundações em casas e estabelecimentos comerciais, famílias desalojadas, pontes destruídas, árvores e muros derrubados.

As freguesias da Figueira e da Mexilhoeira Grande ficaram privadas do abastecimento de água e de energia elétrica, devido à rutura de várias condutas e à queda de postes de alta tensão que alimentam as freguesias.

Duas escolas também foram “afetadas” com inundações que obrigaram à evacuação dos alunos.

No exercício, coordenado pela Proteção Civil Municipal de Portimão, estiveram envolvidas as diversas forças de proteção e socorro entre as quais, os bombeiros voluntários, Guarda Nacional Republicana, Polícia de Segurança Pública, Instituto Nacional de Emergência Médica e o Centro Hospitalar do Barlavento Algarvio.

Lusa 

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